Faz um tempo que queria escrever sobre minhas descobertas com relação ao Festival Gastronômico de Campinas, mas o assunto é tão desestimulante pra mim que demorou até bater a vontade de falar sobre isso...
Descobri que o tal festival não faz com que os restaurantes participantes pratiquem menús com valores mais vantajosos para seus clientes, como ocorre no evento que julguei ser semelhante em São Paulo, o SPRW. Descobri também que os estabelecimentos participantes adicionaram uma ou outra opção de entrada, prato principal e sobremesa, com a tal influência paulista (que pode ser qualquer coisa, conforme falamos neste post aqui), com preços variando dentro da média das outras opções do cardápio. Ah, vale lembrar que tais "novidades" só estão disponíveis de quinta a domingo, até o final do evento.
Viu, alguém me conta qual é a graça disso? Qual é a vantagem e/ou estímulo que o público tem com essa proposta, digamos, tão interessante quanto picolé de chuchu? Se alguém, de fato, puder me explicar, ficarei imensamente agradecida, por mim e pelos leitores deste blog, que devem estar com uma baita "interrogação" na testa agora... assim como eu estou.
terça-feira, 27 de julho de 2010
sexta-feira, 16 de julho de 2010
Grata surpresa em Vinhedo: Cardeais Gastronomia

Vinhedo acaba de ganhar um novo restaurante, mas pouca gente sabe disso... Isso porque o Cardeais Gastronomia não está investindo em divulgação, apostando apenas no bom e velho "boca a boca", que tão bem funciona nas cidades do interior. Em um esquema semelhante a um soft opening, a casa chega de mansinho, mas já mostra a que veio: com ênfase no projeto paisagístico, os ambientes são extremamente agradáveis, principalmente as mesas que ficam sob o pergolado, em meio à plantas e árvores. Ponto positivo também para o serviço, que nota-se ter sido muito bem treinado, principalmente com relação à discrição, aliando cortesia e gentileza a uma presença quase imperceptível, porém atenta.
O restaurante trabalha em sistema de almoço executivo de terça a sexta e à la carte no jantar e finais de semana. Um salad bar bem montado é presença constante no almoço, com opções de saladas elaboradas com ingredientes especiais, com toques da cozinha asiática e contemporânea. Destaque para a levíssima quiche, cujos ingredientes podem variar de um dia para o outro, mas a perfeita execução não. Quase não se sente o peso dos ovos no recheio, extremamente aerado, mas cremoso no ponto certo, sendo que a massa cumpre direitinho seu papel de coadjuvante.
Preocupação com os detalhes: pimenta do reino moída na hora é bem melhor...O Cardeais se entitula também como galeteria, portanto não poderíamos deixar de provar o galeto, que deve ser o carro-chefe da casa. A outra opção foi a sugestão do chefe, robalo grelhado com legumes assados, além dos bolinhos de mandioca com carne-seca para iniciar os trabalhos. Pode-se também optar apenas pelo salad bar, ao preço de 18 reais por pessoa, ou 8 reais no caso de acompanhar qualquer pedido de prato principal.
Os bolinhos estavam saborosos, a proporção mandioca x carne-seca estava correta, porém não estavam tão sequinhos quanto deveriam (ou quanto eu gostaria que estivessem). Tabascos de vários tipos acompanhavam, o que me agradou bastante, já que sou "Tabasco lover" assumida.
Bolinhos Os pratos vieram com alguma demora, porém podemos atribuir ao fato de 2 pessoas da mesa terem optado pelo salad bar, além dos bolinhos de entrada, o que dá um tempo extra para a cozinha mandar o pedido. Mas a espera foi compensada já na apresentação dos pratos: o galeto veio em tábua de madeira, cortado em 4 partes, com potinhos contendo cada acompanhamento: arroz, feijão, batatas assadas, farofa e vinagrete. O robalo, em posta generosa, veio sobre os legumes grelhados, com um toque de azeite (posso estar errada, mas arrisco dizer que era um tipo de dendê) e um fio de molho adocicado, como um tarê.
Visivelmente, o galeto poderia servir duas pessoas, pois ainda que pequeno, veio em 4 pedaços bem carnudos. Os acompanhamentos também seriam suficientes para dois. A carne estava macia e suculenta, e o alecrim coroava o sabor rústico do prato. Feijão saborosíssimo e batatas com casquinha crocante e interior macio.

O robalo era fresco, muito fresco, com carne brilhante, macia porém firme, soltando-se aos nacos. Os legumes assados estavam no ponto certo, nem muito al dente, nem muito moles, envolvidos por um bom azeite. A porção tinha o tamanho ideal para o meu apetite, portanto pode ser considerada farta.

Com relação aos preços, pode-se dizer que a mesa de saladas é um bom negócio a R$ 18 e o galeto, um ótimo negócio a R$ 28. O robalo foi o prato mais caro, saiu por R$ 42, porém o tamanho da posta pode justificar um valor mais alto. As entradas, basicamente compostas por bolinhos e saladas, têm preço em torno de R$ 15. Não pedimos sobremesa, por uma questão de prudência com a balança (costumo optar entre pedir entrada ou pedir sobremesa, este é o meu senso de justiça).
Apesar da chegada sutil do Cardeais, quase que tímida, arrisco a dizer que a estratégia de divulgação via "boca a boca" vai render bons frutos ao restaurante pois, imagino que assim como eu, muitos devem ter saído de lá com a sensação de satisfação por ter uma nova boa opção na RMC.
Cardeais Gastronomia e Galeteria
www.cardeaisgastronomia.com.br
sexta-feira, 9 de julho de 2010
Festival Gastronômico de Campinas 2010
Confesso que estou um tanto apreensiva com relação ao Festival Gastronômico de Campinas 2010... posso listar alguns dos motivos que me causam esta sensação, mas o principal deles refere-se à escassez de informações sobre o evento. Ao que me parece, os organizadores - Campinas e Região Convention & Visitors Bureau, Secretaria de Comércio, Indústria, Serviços e Turismo de Campinas e o Conselho de Turismo de Campinas (Comtur) - fizeram um release para a imprensa e todos os veículos falam exatamente as mesmas coisas: que o Festival vai de 16 de julho a 1 de agosto, que ocorre somente de quinta a domingo, que enfocará a Culinária Paulista e que são ao todo 40 estabelecimentos participantes, entre restaurantes da cidade, de hotéis e convidados da região. Ah, falam também que a culinária Paulista privilegia produtos regionais, que formam a base da culinária indígena, agregando o paladar dos descobridores portugueses à culinária dos imigrantes italianos, árabes, japoneses, entre tantos outros (!). Ou seja, seria o famoso "faz de um tudo"...
A despeito das informações ao estilo CTR+C, CTR+V que encontrei na net (alô jornalistas, bora dar uma trabalhada no release?), o meu "pé atrás" com o festival refere-se também às experiências frustradas no SPRW (São Paulo Restaurant Week), festival que ocorre semestralmente em São Paulo, com características semelhantes: são vários restaurantes participantes, alguns de grande expressividade e renome, mas com os mesmos problemas - menú desinteressante para o festival, filas de espera quilométricas, serviço hostil especialmente destinado aos clientes participantes do evento, e por aí vai... sinto que por aqui não será muito diferente disso, mas já que este blog existe justamente para sentir o terreno antes de você, leitor, pisar, lá vamos nós fazer nossa listinha de estabelecimentos a serem visitados.
Restaurantes participantes
68 La Pizzeria
Astor
Bar do Marcelino
Baracat
Bráz Pizzaria
Broune
Casa Rio
Cervejaria Devassa
Estação Marupiara
Fellini Ristorante e Vinheria
Forneria San Pietro
Joe & Leos
Kilimanjaro Galleria Shopping
Kilimanjaro Shopping Iguatemi
La Pasta Gialla
Olavo Restaurante e Tasca
Olivetto Restaurante e Enoteca
Pizzaeria Fiducia
Ryuu Sushi Bar
Spice Restaurante
Stefano’s Express
Strog&noff
Theo Medeiros
Tonico's Boteco
Vila Paraíso
Casa de Maria
Matsu
Restaurantes de Hotéis
Bellini (Vitória)
Del Jardin (Tryp Hotel Campinas)
La Palette Restaurant (The Royal Palm Plaza)
O Maestro (Hotel Premium Norte)
Park Tower (Hotel Residence)
Restaurante Matisse (The Royal Palm Residence)
Restaurante Vila Real (Royal)
Ópera Morena (Mercure Hotel)
Restaurantes Convidados da RMC
http://maisolhoquebarriga.blogspot.com/search/label/Jensen%20Gastronomia
Vila de São Paulo (Holambra)
Laura e Francesco (Valinhos)
Le Triskell (Indaiatuba)
Bar da Praia (Jaguariúna)
Lista Mais Olho Que Barriga para o Festival:
- Olivetto Restaurante e Enoteca
Apesar de já ter comentado aqui sobre minha experiência pouco satisfatória por lá, acho que o festival é uma boa oportunidade para uma segunda visita.
- Theo Medeiros
Também é um lugar que já conheço, porém não voltei lá depois de iniciar o blog. Tenho uma certa "birra" com o fato do restaurante não aceitar nenhum cartão de crédito ou débito. Francês demais... mas vamos dar um voto de confiança ao chefe-estrela de Campinas.
- La Palette Restaurant (The Royal Palm Plaza)
Pra mim, o melhor restaurante de Campinas, com notas máximas não só para a cozinha mas também para o atendimento, ambiente, carta de vinhos. O Festival oferece uma boa oportunidade para voltar neste excelente restaurante, que há tempos está merecendo um post por aqui.
- Restaurante Matisse (The Royal Palm Residence)
Já fui algumas vezes ao Matisse e não consegui formar uma opinião sobre o lugar, dada a irregularidade da cozinha. Agora é a hora de tirarmos a prova.
Como não consigo encontrar informações sobre o que será oferecido pelos estabelecimentos durante o Festival, em termos de valores e cardápio, não me atrevo a listar muitos outros lugares, mesmo porque não sei se daremos conta do recado (ou se os restaurantes darão, em virtude do aumento da procura). Mas acredito que já no primeiro final de semana poderemos ter uma boa noção do que o Festival irá nos proporcionar, em termos de experiências boas e ruins também.
Convido os leitores a postar suas experiências nos comentários, para que possamos expandir nossa "lista de avaliados", com base na experiência de quem foi e comprovou.
E a sorte está lançada! Façam suas reservas!
A despeito das informações ao estilo CTR+C, CTR+V que encontrei na net (alô jornalistas, bora dar uma trabalhada no release?), o meu "pé atrás" com o festival refere-se também às experiências frustradas no SPRW (São Paulo Restaurant Week), festival que ocorre semestralmente em São Paulo, com características semelhantes: são vários restaurantes participantes, alguns de grande expressividade e renome, mas com os mesmos problemas - menú desinteressante para o festival, filas de espera quilométricas, serviço hostil especialmente destinado aos clientes participantes do evento, e por aí vai... sinto que por aqui não será muito diferente disso, mas já que este blog existe justamente para sentir o terreno antes de você, leitor, pisar, lá vamos nós fazer nossa listinha de estabelecimentos a serem visitados.
Restaurantes participantes
68 La Pizzeria
Astor
Bar do Marcelino
Baracat
Bráz Pizzaria
Broune
Casa Rio
Cervejaria Devassa
Estação Marupiara
Fellini Ristorante e Vinheria
Forneria San Pietro
Joe & Leos
Kilimanjaro Galleria Shopping
Kilimanjaro Shopping Iguatemi
La Pasta Gialla
Olavo Restaurante e Tasca
Olivetto Restaurante e Enoteca
Pizzaeria Fiducia
Ryuu Sushi Bar
Spice Restaurante
Stefano’s Express
Strog&noff
Theo Medeiros
Tonico's Boteco
Vila Paraíso
Casa de Maria
Matsu
Restaurantes de Hotéis
Bellini (Vitória)
Del Jardin (Tryp Hotel Campinas)
La Palette Restaurant (The Royal Palm Plaza)
O Maestro (Hotel Premium Norte)
Park Tower (Hotel Residence)
Restaurante Matisse (The Royal Palm Residence)
Restaurante Vila Real (Royal)
Ópera Morena (Mercure Hotel)
Restaurantes Convidados da RMC
http://maisolhoquebarriga.blogspot.com/search/label/Jensen%20Gastronomia
Vila de São Paulo (Holambra)
Laura e Francesco (Valinhos)
Le Triskell (Indaiatuba)
Bar da Praia (Jaguariúna)
Lista Mais Olho Que Barriga para o Festival:
- Olivetto Restaurante e Enoteca
Apesar de já ter comentado aqui sobre minha experiência pouco satisfatória por lá, acho que o festival é uma boa oportunidade para uma segunda visita.
- Theo Medeiros
Também é um lugar que já conheço, porém não voltei lá depois de iniciar o blog. Tenho uma certa "birra" com o fato do restaurante não aceitar nenhum cartão de crédito ou débito. Francês demais... mas vamos dar um voto de confiança ao chefe-estrela de Campinas.
- La Palette Restaurant (The Royal Palm Plaza)
Pra mim, o melhor restaurante de Campinas, com notas máximas não só para a cozinha mas também para o atendimento, ambiente, carta de vinhos. O Festival oferece uma boa oportunidade para voltar neste excelente restaurante, que há tempos está merecendo um post por aqui.
- Restaurante Matisse (The Royal Palm Residence)
Já fui algumas vezes ao Matisse e não consegui formar uma opinião sobre o lugar, dada a irregularidade da cozinha. Agora é a hora de tirarmos a prova.
Como não consigo encontrar informações sobre o que será oferecido pelos estabelecimentos durante o Festival, em termos de valores e cardápio, não me atrevo a listar muitos outros lugares, mesmo porque não sei se daremos conta do recado (ou se os restaurantes darão, em virtude do aumento da procura). Mas acredito que já no primeiro final de semana poderemos ter uma boa noção do que o Festival irá nos proporcionar, em termos de experiências boas e ruins também.
Convido os leitores a postar suas experiências nos comentários, para que possamos expandir nossa "lista de avaliados", com base na experiência de quem foi e comprovou.
E a sorte está lançada! Façam suas reservas!
sábado, 3 de julho de 2010
Feito em Casa: o Mais Olho que Barriga também vai à cozinha
Atendendo aos pedidos dos interessados em colar a barriga no fogão para fazer sua própria refeição, inauguro hoje uma seção no blog entitulada "Feito em Casa", com receitas criadas (ou não) e executadas (isso sim!) por esta que vos escreve. Como muitos dos que gostam de comer bem também se interessam pelas panelas, vou dividir algumas das minhas receitas que costumam impressionar os comensais, mas que são fáceis de fazer, principalmente para quem não tem muito tempo de sobra para cozinhar.
Inaugurando a sessão, Risoto de Bacalhau com Brócolis:

Os risotos são pratos fáceis de fazer, basta usar o arroz certo, combinando-o com ingredientes "interessantes" e um bom caldo, além de requerer um pouco de paciência do cozinheiro para mexer o tempo todo do preparo, o que não deve ultrapassar 30 minutos. Como o intuito desta seção é ensinar receitas práticas, sugiro utilizar um caldo pronto (aqueles em cubinhos mesmo), pois o preparo de caldos frescos exige um pouco mais de tempo e alguma técnica - se bem que pode-se fazer o caldo fresco e armazená-lo no congelador, o que não compromete em nada sua utilização por uns bons 3 meses.
O mais importante para um bom resultado final é a utilização do arroz arbóreo, um arroz italiano de grão mais redondinho, que não precisa lavar e conforme vai cozinhando, vai soltando o amido necessário para dar a consistência cremosa do risoto - por isso o verdadeiro risoto não precisa de "aditivos" como o creme de leite para deixar sua consistência cremosa.
Isto posto, vamos aos ingredientes para esta receita, considerando 4 pessoas:
400mg de Arroz Arbóreo
4 col de sopa de manteiga
4 col de sopa de azeite
1 cebola pequena bem picada
1 cálice de vinho branco
250g de bacalhau dessalgado* e desfiado
250g de brócolis cozido
150g de azeitonas verdes s/ caroço
4 ovos cozidos (para decorar)
Queijo parmesão ralado (à vontade)
Pimenta do reino moída na hora (à vontade)
Sal
3 cubos de caldo (de vegetais ou frango) dissolvidos em 1l de água fervente
Modo de preparo
Em uma panela, ferva 1l de água e acrescente os cubos de caldo para dissolvê-los. Deixar esta água em fogo baixo durante todo o preparo do risoto, pois este caldo será acrescentado aos poucos ao arroz.
Em uma outra panela, cozinhe os ovos e reserve.
* Para este risoto, pode-se comprar o bacalhau já desfiado e dessalgá-lo cozinhando-o em água, trocando a água a cada fervura. Deixar ferver 3 vezes será o suficiente.
Dourar a cebola com 2 colheres de manteiga e 4 colheres de azeite até ficar transparente. Acrescentar o bacalhau, o brócolis e as azeitonas para refogar, acrescentando o vinho branco em seguida. Deixar evaporar o vinho e juntar o arroz arbóreo, mexendo bem para misturá-lo aos demais ingredientes. Acrescentar umas 2 conchas do caldo e mexer até que comece a secar. Este processo de acrescentar o caldo, mexer e deixar secar vai se estender até o final do preparo, quando o arroz atingir o ponto de cozimento correto: o grão deverá ficar al dente, porém o "todo" deve estar bem úmido e cremoso. Talvez este 1 litro de água não seja totalmente utilizado, o importante é mexer bem durante o preparo para que o amido do arroz se desprenda e faça sua parte. Não deixe secar demais, senão o risoto pode ficar com uma consistência "empapada". Cuidado para acrescentar o sal, pois o caldo já deve conter sal suficiente, além do bacalhau e das azeitonas. Portanto, experimente e corrija, se necessário.
Quando o risoto atingir a consistência desejada, desligar o fogo, acrescentar as 2 colheres restantes de manteiga, o parmesão ralado e deixar descansar na panela tampada por uns 10 minutos. Neste meio tempo, descasque os ovos e corte-os em 4 (no sentido do comprimento). Pode-se usar ovinhos de codorna também, cortados ao meio (seriam 2 ovinhos para cada prato, 8 no total).
Após o tempo de descanso, o risoto deve ser servido imediatamente, senão aquele ponto "perfeito" do cozimento pode se perder. Caso aconteça do risoto secar além da conta, é só acrescentar um pouco mais de caldo e mexer bem. Para este risoto aí da foto, usei cumbucas individuais para servir, o que deixa o prato "esteticamente" mais interessante. A pimenta do reino deve ser moída na hora, sobre o prato montado e os ovos, inclusive.
O legal do risoto é que a base será sempre a mesma: cebola, arroz arbóreo, vinho, caldo, manteiga, azeite e parmesão. Os ingredientes podem ser inúmeros, desde que harmonizem entre si, como é o caso do bacalhau, do brócolis e do ovo cozido. Sugestões de combinações felizes são presunto parma, queijo brie e fundo de alcachofra, gorgonzola, pêras e nozes, ou ainda a turma dos cogumelos, como funghi, shitake, paris, etc.
Garanto que esta receita é, sem dúvida, Mais Barriga.
Inaugurando a sessão, Risoto de Bacalhau com Brócolis:

Os risotos são pratos fáceis de fazer, basta usar o arroz certo, combinando-o com ingredientes "interessantes" e um bom caldo, além de requerer um pouco de paciência do cozinheiro para mexer o tempo todo do preparo, o que não deve ultrapassar 30 minutos. Como o intuito desta seção é ensinar receitas práticas, sugiro utilizar um caldo pronto (aqueles em cubinhos mesmo), pois o preparo de caldos frescos exige um pouco mais de tempo e alguma técnica - se bem que pode-se fazer o caldo fresco e armazená-lo no congelador, o que não compromete em nada sua utilização por uns bons 3 meses.
O mais importante para um bom resultado final é a utilização do arroz arbóreo, um arroz italiano de grão mais redondinho, que não precisa lavar e conforme vai cozinhando, vai soltando o amido necessário para dar a consistência cremosa do risoto - por isso o verdadeiro risoto não precisa de "aditivos" como o creme de leite para deixar sua consistência cremosa.
Isto posto, vamos aos ingredientes para esta receita, considerando 4 pessoas:
400mg de Arroz Arbóreo
4 col de sopa de manteiga
4 col de sopa de azeite
1 cebola pequena bem picada
1 cálice de vinho branco
250g de bacalhau dessalgado* e desfiado
250g de brócolis cozido
150g de azeitonas verdes s/ caroço
4 ovos cozidos (para decorar)
Queijo parmesão ralado (à vontade)
Pimenta do reino moída na hora (à vontade)
Sal
3 cubos de caldo (de vegetais ou frango) dissolvidos em 1l de água fervente
Modo de preparo
Em uma panela, ferva 1l de água e acrescente os cubos de caldo para dissolvê-los. Deixar esta água em fogo baixo durante todo o preparo do risoto, pois este caldo será acrescentado aos poucos ao arroz.
Em uma outra panela, cozinhe os ovos e reserve.
* Para este risoto, pode-se comprar o bacalhau já desfiado e dessalgá-lo cozinhando-o em água, trocando a água a cada fervura. Deixar ferver 3 vezes será o suficiente.
Dourar a cebola com 2 colheres de manteiga e 4 colheres de azeite até ficar transparente. Acrescentar o bacalhau, o brócolis e as azeitonas para refogar, acrescentando o vinho branco em seguida. Deixar evaporar o vinho e juntar o arroz arbóreo, mexendo bem para misturá-lo aos demais ingredientes. Acrescentar umas 2 conchas do caldo e mexer até que comece a secar. Este processo de acrescentar o caldo, mexer e deixar secar vai se estender até o final do preparo, quando o arroz atingir o ponto de cozimento correto: o grão deverá ficar al dente, porém o "todo" deve estar bem úmido e cremoso. Talvez este 1 litro de água não seja totalmente utilizado, o importante é mexer bem durante o preparo para que o amido do arroz se desprenda e faça sua parte. Não deixe secar demais, senão o risoto pode ficar com uma consistência "empapada". Cuidado para acrescentar o sal, pois o caldo já deve conter sal suficiente, além do bacalhau e das azeitonas. Portanto, experimente e corrija, se necessário.
Quando o risoto atingir a consistência desejada, desligar o fogo, acrescentar as 2 colheres restantes de manteiga, o parmesão ralado e deixar descansar na panela tampada por uns 10 minutos. Neste meio tempo, descasque os ovos e corte-os em 4 (no sentido do comprimento). Pode-se usar ovinhos de codorna também, cortados ao meio (seriam 2 ovinhos para cada prato, 8 no total).
Após o tempo de descanso, o risoto deve ser servido imediatamente, senão aquele ponto "perfeito" do cozimento pode se perder. Caso aconteça do risoto secar além da conta, é só acrescentar um pouco mais de caldo e mexer bem. Para este risoto aí da foto, usei cumbucas individuais para servir, o que deixa o prato "esteticamente" mais interessante. A pimenta do reino deve ser moída na hora, sobre o prato montado e os ovos, inclusive.
O legal do risoto é que a base será sempre a mesma: cebola, arroz arbóreo, vinho, caldo, manteiga, azeite e parmesão. Os ingredientes podem ser inúmeros, desde que harmonizem entre si, como é o caso do bacalhau, do brócolis e do ovo cozido. Sugestões de combinações felizes são presunto parma, queijo brie e fundo de alcachofra, gorgonzola, pêras e nozes, ou ainda a turma dos cogumelos, como funghi, shitake, paris, etc.
Garanto que esta receita é, sem dúvida, Mais Barriga.
sábado, 26 de junho de 2010
Sugestão para um momento "detox": Kilimanjaro

Pode soar estranho para quem lê este blog com uma certa frequência, mas tem dias que eu sinto vontade de comer algo mais leve e saudável, como uma salada, por exemplo. Ainda mais neste período pós-férias, depois de passar 30 dias comendo como se não houvesse amanhã, sinto verdadeira necessidade de passar por um momento "detox" - já que a palavra "regime" não faz parte do meu vocabulário. E é nessas ocasiões que uma das primeiras opções de restaurante que me vêm à cabeça é o Kilimanjaro, nascido e criado em Campinas, um dos melhores lugares para se comer uma salada digna da minha vontade.
Presente há mais de 10 anos shoppings Iguatemi e Galleria, o Kilimanjaro pode ser descrito como um restaurante que une em seu cardápio pratos tidos como saudáveis (ou light, é que não gosto muito do termo) com boas opções da cozinha mediterrânea, além de clássicos de uma lanchonete. Com opções de risottos, massas, grelhados, burgers e acompanhamentos tradicionais, é possível conciliar o almoço "detox" com os interesses dos demais comensais, caso eles não estejam na mesma, digamos, "pegada" que você.
Para começar, costumo pedir a porção de casquinhas crocantes, espécie de cestinhas de massa filo (aquela que é fina como uma folha de papel) com dois diferentes recheios: tabule de quinoa com iogurte fresco e ratatouille de beringela. A porção vem com 6 unidades e é tão leve que não compromete o apetite para os demais pratos e ainda permite dispensar o couvert.

Mas é a seção das saladas que me encanta no Kilimanjaro, pois eles foram muito felizes nas combinações de ingredientes, além do capricho na montagem e "fartura" do prato - já ocorreu de eu não conseguir terminar um prato de salada! Ingredientes como queijo de cabra, presunto parma, parmesão, iogurte fresco, cogumelos shitake, entre outro, ajudam a deixar tudo mais interessante. A minha salada favorita é a Kampala, que vem com mix de verdes, fatias de parma, queijo de cabra grelhado, pêras e nozes. Além do prato ser grande, o queijo de cabra vem em porção generosíssima, com uma casquinha crocante bem fina por fora, com cremosidade e sabor intensos em seu interior.

Plenamente satisfeita (não só pelo estômago saciado, mas também por ter me mantido obediente ao movimento "detox"), poderia até ter encerrado a refeição com um frozen yogurt com calda de frutas vermelhas - que eles juram que é light mas que é tão gostoso que chego a duvidar que seja mesmo - mas realmente só consegui aceitar um cafezinho. A conta costuma ser algo em torno de R$ 50,00 por pessoa, incluindo bebidas e serviço. O ambiente é agradável e o atendimento é atencioso (pode ficar um pouco lento em dias de grande movimento), o que certamente faz do Kilimanjaro uma opção segura, tanto para os "saudáveis" quanto para os "famintos".

Kilimanjaro Restaurante
www.kilimanjarorestaurante.com.br
terça-feira, 15 de junho de 2010
Artesanalli - (muitas) Massas e (muitos) Molhos
Depois de algumas visitas ao Artesanalli nos últimos anos, ainda não havia voltado lá - e nem conhecido a nova casa no bairro do Cambuí - após ter iniciado o blog. Com isto, sentia a necessidade de visitá-los mais uma vez, para poder fazer uma resenha atualizada sobre este "simpático" restaurante de Campinas - este foi o primeiro adjetivo que me veio à cabeça para falar do Artesanalli, pois sinto que os responsáveis pela casa têm aquele "brilho no olhar" quando falam com seus clientes, como se sentissem muito orgulho pela conquista de ver seu estabelecimento lotado.
O fato do dono ser ex-Fellini poderia ser omitido aqui, mas não podemos negar uma certa influência trazida da outra cantina, como alguns pratos idênticos no cardápio - o que não pode ser chamado de "plágio" para os pratos tradicionais italianos, que não foram criados pelo Fellini e fazem parte de 99% dos cardápios de qualquer cantinona italiana, que assim queira ser reconhecida. Mas certas combinações certamente são fruto da criatividade de alguns chefs e devem ser associadas a um estabelecimento específico, o que, neste caso, poderia soar como uma "cópia". No cardápio do Artesanalli, reconheci o "Badejo Alle Zucchine" (que no outro é feito com pescada) e não pude evitar a associação do molho "Mastroiani" (sic) da casa com o diretor de cinema italiano que empresta seu nome ao outro restaurante, mas isso já seria influência da sétima arte (isso sem citar o couvert, que para ser idêntico, só faltaram as azeitonas chilenas que eu tanto adoro).
Quase igual, mas sem as azeitonas...
E os pães fresquinhos, feitos na casa.
O cardápio é extenso, com diversas opções de massas frescas, recheadas ou não, feitas na própria casa, com ainda mais opções de molhos. É aquele esquema de montar o prato, escolhendo a massa e o molho de preferência, para uma ou duas pessoas. Além das massas, receitas com carnes, frango, peixes e frutos do mar, além de risotos e antipastos. Particularmente, cardápios muito extensos e com muitas opções me incomodam um pouco, talvez porque eu seja "mais olho que barriga" e fique querendo experimentar de tudo.
Minha escolha foi o badejo grelhado com creme de abobrinha e risotto idem (nada como um prato tão semelhante para comparar os dois restaurantes) e o maridão foi de "Cappelleti Alla Mastroiani", cujo molho era uma mistura entre quatro queijos e tomates frescos, manjericão e cubos de bacon. O que merece menção é a relação custo x benefício do Artesanalli: os pratos individuais são bastante fartos e os preços são mais baixos que os praticados em outros lugares semelhantes. Para servir de exemplo, meu peixe veio em um prato oval, com dois filés carnudos cobertos por farto creme de abobrinha, com metade do prato ocupada pelo risotto, ou seja, um prato individual que daria para duas pessoas com pouco apetite dividirem (não é o meu caso), pelo preço de R$ 34,00. A massa veio gratinada em travessa de barro, com porção que renderia dois pratos satisfatórios, por algo em torno de R$ 30,00.
Com relação aos pratos em si, o meu estava bem saboroso, com peixe macio e brilhante, creme de abobrinha aveludado e risotto bem cremoso, mas... vamos aos poréns: o prato todo estava salgado além da conta, tanto o peixe quanto os acompanhamentos, o que me fez evitar de comer tudo. Além do mais, o risotto passou um pouco do ponto, com grãos de arroz mais molengas, o que prejudicou um pouco o resultado final.
"Badejo Alle Zucchine", que poderia ser dividido entre duas pessoas com apetite normal.
Quanto a massa, ocorreu o contrário: al dente demais, o que em se tratando de um capelletti, pode tornar o prato muito pesado, como "arestas" indesejáveis de massa durinha, principalmente nas dobras. Nada contra o molho e o sabor do prato em si, que era rústico e marcante, porém os ingredientes harmonizavam entre si, mas corrigir o ponto de cozimento seria ideal neste caso (se fosse uma massa mais leve, como um fidellini, por exemplo, este item passaria desapercebido).

Esta é metade da porção, já colocada no prato.
Acho que aqui cabe também sugerir um incremento na carta de vinhos para as opções de tintos meia-garrafa, pois na ocasião eu não estava podendo beber e o maridão teve que pedir uma garrafa inteira por não ter muita escolha nas opções menores.
A decoração "mercearia" que divide os dois salões superiores.
O serviço é cortês, porém oscilou entre onipresente - no começo da refeição - e quase ausente no final. Talvez o fato de estarem completamente lotados naquela sexta-feira à noite tenha influenciado o serviço. Mas para a categoria "Dica Mais Barriga por Menos", estava dentro do esperado.
Em suma, acho que hoje o Artesanalli está no caminho certo para brigar de igual para igual com outras cantinas da cidade. O vínculo que o associa ao passado com o Fellini me parece ter sido saudável para o crescimento do restaurante, como algo que tenha dado boa segurança na construção de sua identidade atual.
Artesanalli Massas e Molhos
www.artesanalli.com.br
O fato do dono ser ex-Fellini poderia ser omitido aqui, mas não podemos negar uma certa influência trazida da outra cantina, como alguns pratos idênticos no cardápio - o que não pode ser chamado de "plágio" para os pratos tradicionais italianos, que não foram criados pelo Fellini e fazem parte de 99% dos cardápios de qualquer cantinona italiana, que assim queira ser reconhecida. Mas certas combinações certamente são fruto da criatividade de alguns chefs e devem ser associadas a um estabelecimento específico, o que, neste caso, poderia soar como uma "cópia". No cardápio do Artesanalli, reconheci o "Badejo Alle Zucchine" (que no outro é feito com pescada) e não pude evitar a associação do molho "Mastroiani" (sic) da casa com o diretor de cinema italiano que empresta seu nome ao outro restaurante, mas isso já seria influência da sétima arte (isso sem citar o couvert, que para ser idêntico, só faltaram as azeitonas chilenas que eu tanto adoro).
Quase igual, mas sem as azeitonas...
E os pães fresquinhos, feitos na casa.O cardápio é extenso, com diversas opções de massas frescas, recheadas ou não, feitas na própria casa, com ainda mais opções de molhos. É aquele esquema de montar o prato, escolhendo a massa e o molho de preferência, para uma ou duas pessoas. Além das massas, receitas com carnes, frango, peixes e frutos do mar, além de risotos e antipastos. Particularmente, cardápios muito extensos e com muitas opções me incomodam um pouco, talvez porque eu seja "mais olho que barriga" e fique querendo experimentar de tudo.
Minha escolha foi o badejo grelhado com creme de abobrinha e risotto idem (nada como um prato tão semelhante para comparar os dois restaurantes) e o maridão foi de "Cappelleti Alla Mastroiani", cujo molho era uma mistura entre quatro queijos e tomates frescos, manjericão e cubos de bacon. O que merece menção é a relação custo x benefício do Artesanalli: os pratos individuais são bastante fartos e os preços são mais baixos que os praticados em outros lugares semelhantes. Para servir de exemplo, meu peixe veio em um prato oval, com dois filés carnudos cobertos por farto creme de abobrinha, com metade do prato ocupada pelo risotto, ou seja, um prato individual que daria para duas pessoas com pouco apetite dividirem (não é o meu caso), pelo preço de R$ 34,00. A massa veio gratinada em travessa de barro, com porção que renderia dois pratos satisfatórios, por algo em torno de R$ 30,00.
Com relação aos pratos em si, o meu estava bem saboroso, com peixe macio e brilhante, creme de abobrinha aveludado e risotto bem cremoso, mas... vamos aos poréns: o prato todo estava salgado além da conta, tanto o peixe quanto os acompanhamentos, o que me fez evitar de comer tudo. Além do mais, o risotto passou um pouco do ponto, com grãos de arroz mais molengas, o que prejudicou um pouco o resultado final.
"Badejo Alle Zucchine", que poderia ser dividido entre duas pessoas com apetite normal.Quanto a massa, ocorreu o contrário: al dente demais, o que em se tratando de um capelletti, pode tornar o prato muito pesado, como "arestas" indesejáveis de massa durinha, principalmente nas dobras. Nada contra o molho e o sabor do prato em si, que era rústico e marcante, porém os ingredientes harmonizavam entre si, mas corrigir o ponto de cozimento seria ideal neste caso (se fosse uma massa mais leve, como um fidellini, por exemplo, este item passaria desapercebido).

Esta é metade da porção, já colocada no prato.
Acho que aqui cabe também sugerir um incremento na carta de vinhos para as opções de tintos meia-garrafa, pois na ocasião eu não estava podendo beber e o maridão teve que pedir uma garrafa inteira por não ter muita escolha nas opções menores.
A decoração "mercearia" que divide os dois salões superiores.O serviço é cortês, porém oscilou entre onipresente - no começo da refeição - e quase ausente no final. Talvez o fato de estarem completamente lotados naquela sexta-feira à noite tenha influenciado o serviço. Mas para a categoria "Dica Mais Barriga por Menos", estava dentro do esperado.
Em suma, acho que hoje o Artesanalli está no caminho certo para brigar de igual para igual com outras cantinas da cidade. O vínculo que o associa ao passado com o Fellini me parece ter sido saudável para o crescimento do restaurante, como algo que tenha dado boa segurança na construção de sua identidade atual.
Artesanalli Massas e Molhos
www.artesanalli.com.br
segunda-feira, 7 de junho de 2010
Guia rápido Mais Olho que Barriga para o Dia dos Namorados
Pois é, amigo leitor. Resolvi quebrar um galho e facilitar a penosa tarefa de escolher um lugar para celebrar a data em referência no título, publicando neste post um guia rápido com sugestões para o sábado dos amantes. Mas antes mesmo de você começar a ler a primeira sugestão de restaurante, aqui vai a dica mais valiosa: RESERVE! Isso mesmo, leia, decida e reserve sua mesa o mais rápido possível, pois é uma data ingrata e até a maior biboca da cidade fica lotada, portanto se você não quiser terminar a noite em um auto-lanche (e, consequentemente, terminar seu relacionamento também), siga a orientação das reservas para relaxar e curtir o jantar a dois.
Como a maioria dos lugares que vou sugerir neste guia já foram avaliados pelo blog, estou incluindo os links para as postagens, para não precisar chover no molhado. Além da crítica, preparei um ranking com os principais critérios que são levados em conta na escolha: preço (não é hora de ser mão de vaca, pense no amor), grau de romantismo do lugar e acesso (quanto à localização, tomando como referência o centro de Campinas).
Isto posto, vamos à lista (a ordem dos restaurantes na lista em nada tem a ver com minha preferência pessoal):
1. Lagundri Bistrô Contemporâneo
Não por coincidência, já comemorei o dia dos namorados lá com o maridão, por considerar um restaurante bem legal para casal. A experiência sensorial proporcionada pela refeição no Lagundri serve para, digamos, dar início aos trabalhos da noite. Para quem não leu, falamos do Lagundri neste post aqui.
Os salões, além de belíssimos, ainda contam com meia-luz e som ambiente (até nos toaletes há som ambiente, de pássaros...) mas em um dia de lotação máxima, as mesas podem ficar muito próximas entre si e corre-se o risco de ouvir mais do que se espera da conversa alheia.
Ranking Mais Olho que Barriga para o Lagundri
Preço: Alto (Cerca de R$ 200,00 por casal)
Grau de Romantismo: Alto
Acesso: Fácil (menos de 5km do centro de Campinas, no bairro do Cambuí)
www.lagundri.com.br
2. La Campagna
Na minha humilde opinião, Joaquim Egídio já é romântico por si só. Ainda mais neste restaurante, que fica literalmente no meio do nada, na Estrada das Cabras. Além da comida de excelente qualidae (leia o post aqui), o ambiente é decorado com luz de velas, bastante propício para a ocasião. Ponto também para a boa carta de vinhos.
Ranking Mais Olho que Barriga para o La Campagna
Preço: Médio (Até R$ 150,00 por casal)
Grau de Romantismo: Alto
Acesso: Difícil (cerca de 25km do centro de Campinas, por estrada de pista simples)
www.lacampagna.com.br
3. Le Troquet
Esse é para quem está em fase de campanha, querendo conquistar definitivamente o coração da amada. O restaurante impressiona e é uma boa pedida para um jantar a dois, mas prepare o bolso, porque a conta será, literalmente, dolorosa. Para quem quiser ler nossa crítica, veja aqui. Acredito que o ponto alto do Le Troquet seja realmente o ambiente, mas é possível acertar no pedido para que seja um jantar memorável. Assim como no post, sugiro os pratos com frutos do mar (lagostas e vieiras, principalmente), além dos franceses que levam ingredientes tradicionais, como foie gras e escargot. O resto pode ser trivial demais para o que se irá pagar pelo prato. Para quem quiser curtir algo mais descontraído, mas não menos impressionante, o bar do restaurante é um esptáculo, com ambiente que lembra uma caverna de gelo. É possível petiscar pequenas delícias, vale à pena conferir caso esteja procurando algo imponente, mas descontraído ao mesmo tempo.
Ranking Mais Olho que Barriga para o Le Troquet
Preço: Altíssimo (Mais de R$ 300,00 por casal)
Grau de Romantismo: Alto
Acesso: Fácil (cerca de 10km do centro de Campinas, na entrada principal de Sousas)
www.letroquet.com.br
4. Ristorante Laura e Francesco
Ambiente aconchegante, com belíssima vista da cidade de Valinhos, o Laura e Francesco tem tudo para um jantar romântico. O atendimento é extremamente atencioso, o lugar é intimista e a comida é deliciosa (também já falamos deles aqui). Há inúmeras opções de pratos, inclusive para dividir entre os pombinhos. Ótima carta de vinhos e estacionamento gratuito no local (além da rua tranquilíssima em que o restaurante está localizado).
Ranking Mais Olho que Barriga para o Laura e Fracesco
Preço: Alto (Cerca de R$ 200,00 por casal)
Grau de Romantismo: Alto
Acesso: Médio (cerca de 20km do centro de Campinas, próximo ao Colégio Porto Seguro, em Valinhos)
www.ristorantelauraefrancesco.com.br
5. Bistrô Expaand
Para os aficcionados em vinho, nem perca muito seu tempo procurando, pois este lugar associa uma boa cozinha a uma infinidade de rótulos a preços atraentes, além de proporcionar ao cliente o prazer de procurar e escolher sua própria garrafa nas prateleiras. O cardápio é enxuto, como deve ser o menu de um bistrô, mas os pratos são bem executados (leia nossa crítica aqui). Como é um lugar com pouquíssimas mesas, mais do que nunca sugiro reservar.
Ranking Mais Olho que Barriga para o Bistrô Expand
Preço: Médio (Até R$ 200,00 por casal - dependendo do vinho, claro!)
Grau de Romantismo: Alto
Acesso: Fácil (menos de 5km do centro de Campinas, no bairro do Cambuí)
R. Maria Monteiro, 59
Cambuí
Fone: 3252-8893
6. Bistrô La Palette
Também já comemoramos um dia dos Namorados no La Palette, mas lembro que havia algum impedimento para o dia 12, por isso fomos na véspera e acabamos sendo clientes exclusivos naquela noite. Há música ao vivo, mas não pense você que algum mané vai estar fazendo o famigerado duo voz e violão, não. Lá o som é com violinos... o pequeno bistrô de inspiração francesa, que fica dentro do Resort The Royal Palm Plaza, é super intimista, com algo em torno de 10 mesas. O serviço é impecável e da cozinha saem clássicos franceses como escargots com manteiga e alho. Geralmente, em datas como esta há um menú degustação, com opções de entrada, prato principal e sobremesa, por um preço fixo. O restaurante também já foi eleito algumas vezes como detentor da melhor carta de vinhos de Campinas. Na minha opinião, um dos melhores restaurantes de Campinas, não vejo a hora de voltar lá para poder fazer um post digno, como eles merecem (maridão, esta foi uma direta pra você).
Ranking Mais Olho que Barriga para o Bistrô La Palette
Preço: Altíssimo (Mais de R$ 300,00 por casal)
Grau de Romantismo: Alto
Acesso: Fácil (dentro do The Royal Palm Plaza, no trevo de Campinas)www.lapalette.com.br
7. L'Alouette
Por que essa tendência de indicar restaurantes franceses, eu não sei. Só sei que este povo sabe tornar uma ocasião especial, principalmente em se tratando de romantismo. Por isso mesmo o L'Alouette não poderia ficar de fora desta lista, é francês e sua cozinha faz jus à fama (falamos dele aqui). Indico para aqueles casais que levam mais em consideração a boa comida e não tanto o ambiente romântico. Isso porque o salão, apesar da bela decoração provençal, pode ser muito claro (a não ser que haja uma iluminação feita com velas especial para a ocasião). Com tantos anos de tradição em Campinas, é aquela indiação sem medo de errar.
Ranking Mais Olho que Barriga para o L'Alouette
Preço: Médio (Até R$ 200,00 por casal)
Grau de Romantismo: Médio
Acesso: Fácil (menos de 5km do centro de Campinas, no bairro do Cambuí)
8. La Pasta Gialla
Se estivesse escrevendo sobre São Paulo, eu dificilmente indicaria o La Pasta Gialla para uma ocasião como esta, pois existem inúmeras outras opções que viriam antes na minha lista. Mas como em Campinas não temos tantas boas opções assim, o restaurante entra no guia Mais Olho que Barriga para o Dia dos Namorados. Gosto bastante da cozinha do Sérgio Arno e acho que é possível comer bem neste restaurante da rede, além do ambiente agradável e bom serviço (veja nossa crítica aqui). Vale checar se há alguma promoção especial para a data, sei que eles adoram uma promoção e estão sempre fazendo alguma coisa bacana para atrair clientes.
Ranking Mais Olho que Barriga para o La Pasta Gialla
Preço: Médio (Até R$ 200,00 por casal)
Grau de Romantismo: Médio
Acesso: Fácil (menos de 5km do centro de Campinas, no bairro do Cambuí)
La Pasta Gialla – Campinas
Avenida Coronel Silva Teles, 75
Fone: 3252-8035
www.sergioarno.com.br
9. Olivetto Restaurante e Enoteca
Bom, negócio é o seguinte: o Olivetto é um caso de "fui e não gostei" para o blog. Na verdade, fui uma vez e não gostei de algumas coisas, mas acho que uma experiência única não deve ser considerada para a construção de uma crítica, ainda mais quando se trata de uma crítica em um veículo público, como a internet. Portanto, para que eu escreva um post sobre o lugar, prefiro ir mais uma vez, principalmente para verificar se eles irão incorrer nos mesmos aspectos que me desagradaram da última vez. Mas confesso que me senti tentada a sugerir o restaurante para nosso guia pois, verdade seja dita, o lugar é bem bonito e a adega deles é fantástica. O cardápio mira nas receitas tradicionais italianas, com toques da cozinha contemporânea. Com isto dito, acho que pode ser uma boa, principalmente para quem quer associar um belo ambinte a uma das melhores cartas de vinho da cidade. Quero ver comentários de quem for!
Ranking Mais Olho que Barriga para o Olivetto Restaurante e Enoteca
Preço: Alto (Cerca de R$ 200,00 por casal)
Grau de Romantismo: Alto
Acesso: Fácil (menos de 5km do centro de Campinas, no bairro do Cambuí)www.olivettorestaurante.com.br
10. Forneria San Pietro
Se a última coisa que você quer no Dia dos Namorados é ir no Shopping, então pule esta sugestão. Mas se você acha que um restaurnte no Shopping pode ser cômodo, então anote a dica. Este restaurante italiano fica no Shopping Iguatemi, e agora conta com uma bela área externa, toda envidraçada, com vista para o jardim. Como o próprio nome sugere, há no cardápio opções do delicioso sanduíche napolitano, feito no fogão à lenha (assim como os demais pães da casa). Além disso, várias opções de massas frescas e secas, além de risotos. Se você está pensando em pegar um cineminha após o jantar, esta sugestão seria a mais indicada.
Ranking Mais Olho que Barriga para o Forneria San Pietro
Preço: Médio (Até R$ 200,00 por casal)
Grau de Romantismo: Médio
Acesso: Fácil (dentro do Shopping Iguatemi)
www.forneriasanpietro.com.br
É isso aí, pessoal. A lista está aí, com as sugestões que eu considero bacanas para comemorar a data. Mas não se esqueçam, independente do lugar escolhido, não deixem de fazer a reserva o quanto antes, senão o romance pode azedar...
Como a maioria dos lugares que vou sugerir neste guia já foram avaliados pelo blog, estou incluindo os links para as postagens, para não precisar chover no molhado. Além da crítica, preparei um ranking com os principais critérios que são levados em conta na escolha: preço (não é hora de ser mão de vaca, pense no amor), grau de romantismo do lugar e acesso (quanto à localização, tomando como referência o centro de Campinas).
Isto posto, vamos à lista (a ordem dos restaurantes na lista em nada tem a ver com minha preferência pessoal):
1. Lagundri Bistrô Contemporâneo
Não por coincidência, já comemorei o dia dos namorados lá com o maridão, por considerar um restaurante bem legal para casal. A experiência sensorial proporcionada pela refeição no Lagundri serve para, digamos, dar início aos trabalhos da noite. Para quem não leu, falamos do Lagundri neste post aqui.
Os salões, além de belíssimos, ainda contam com meia-luz e som ambiente (até nos toaletes há som ambiente, de pássaros...) mas em um dia de lotação máxima, as mesas podem ficar muito próximas entre si e corre-se o risco de ouvir mais do que se espera da conversa alheia.
Ranking Mais Olho que Barriga para o Lagundri
Preço: Alto (Cerca de R$ 200,00 por casal)
Grau de Romantismo: Alto
Acesso: Fácil (menos de 5km do centro de Campinas, no bairro do Cambuí)
www.lagundri.com.br
2. La Campagna
Na minha humilde opinião, Joaquim Egídio já é romântico por si só. Ainda mais neste restaurante, que fica literalmente no meio do nada, na Estrada das Cabras. Além da comida de excelente qualidae (leia o post aqui), o ambiente é decorado com luz de velas, bastante propício para a ocasião. Ponto também para a boa carta de vinhos.
Ranking Mais Olho que Barriga para o La Campagna
Preço: Médio (Até R$ 150,00 por casal)
Grau de Romantismo: Alto
Acesso: Difícil (cerca de 25km do centro de Campinas, por estrada de pista simples)
www.lacampagna.com.br
3. Le Troquet
Esse é para quem está em fase de campanha, querendo conquistar definitivamente o coração da amada. O restaurante impressiona e é uma boa pedida para um jantar a dois, mas prepare o bolso, porque a conta será, literalmente, dolorosa. Para quem quiser ler nossa crítica, veja aqui. Acredito que o ponto alto do Le Troquet seja realmente o ambiente, mas é possível acertar no pedido para que seja um jantar memorável. Assim como no post, sugiro os pratos com frutos do mar (lagostas e vieiras, principalmente), além dos franceses que levam ingredientes tradicionais, como foie gras e escargot. O resto pode ser trivial demais para o que se irá pagar pelo prato. Para quem quiser curtir algo mais descontraído, mas não menos impressionante, o bar do restaurante é um esptáculo, com ambiente que lembra uma caverna de gelo. É possível petiscar pequenas delícias, vale à pena conferir caso esteja procurando algo imponente, mas descontraído ao mesmo tempo.
Ranking Mais Olho que Barriga para o Le Troquet
Preço: Altíssimo (Mais de R$ 300,00 por casal)
Grau de Romantismo: Alto
Acesso: Fácil (cerca de 10km do centro de Campinas, na entrada principal de Sousas)
www.letroquet.com.br
4. Ristorante Laura e Francesco
Ambiente aconchegante, com belíssima vista da cidade de Valinhos, o Laura e Francesco tem tudo para um jantar romântico. O atendimento é extremamente atencioso, o lugar é intimista e a comida é deliciosa (também já falamos deles aqui). Há inúmeras opções de pratos, inclusive para dividir entre os pombinhos. Ótima carta de vinhos e estacionamento gratuito no local (além da rua tranquilíssima em que o restaurante está localizado).
Ranking Mais Olho que Barriga para o Laura e Fracesco
Preço: Alto (Cerca de R$ 200,00 por casal)
Grau de Romantismo: Alto
Acesso: Médio (cerca de 20km do centro de Campinas, próximo ao Colégio Porto Seguro, em Valinhos)
www.ristorantelauraefrancesco.com.br
5. Bistrô Expaand
Para os aficcionados em vinho, nem perca muito seu tempo procurando, pois este lugar associa uma boa cozinha a uma infinidade de rótulos a preços atraentes, além de proporcionar ao cliente o prazer de procurar e escolher sua própria garrafa nas prateleiras. O cardápio é enxuto, como deve ser o menu de um bistrô, mas os pratos são bem executados (leia nossa crítica aqui). Como é um lugar com pouquíssimas mesas, mais do que nunca sugiro reservar.
Ranking Mais Olho que Barriga para o Bistrô Expand
Preço: Médio (Até R$ 200,00 por casal - dependendo do vinho, claro!)
Grau de Romantismo: Alto
Acesso: Fácil (menos de 5km do centro de Campinas, no bairro do Cambuí)
R. Maria Monteiro, 59
Cambuí
Fone: 3252-8893
6. Bistrô La Palette
Também já comemoramos um dia dos Namorados no La Palette, mas lembro que havia algum impedimento para o dia 12, por isso fomos na véspera e acabamos sendo clientes exclusivos naquela noite. Há música ao vivo, mas não pense você que algum mané vai estar fazendo o famigerado duo voz e violão, não. Lá o som é com violinos... o pequeno bistrô de inspiração francesa, que fica dentro do Resort The Royal Palm Plaza, é super intimista, com algo em torno de 10 mesas. O serviço é impecável e da cozinha saem clássicos franceses como escargots com manteiga e alho. Geralmente, em datas como esta há um menú degustação, com opções de entrada, prato principal e sobremesa, por um preço fixo. O restaurante também já foi eleito algumas vezes como detentor da melhor carta de vinhos de Campinas. Na minha opinião, um dos melhores restaurantes de Campinas, não vejo a hora de voltar lá para poder fazer um post digno, como eles merecem (maridão, esta foi uma direta pra você).
Ranking Mais Olho que Barriga para o Bistrô La Palette
Preço: Altíssimo (Mais de R$ 300,00 por casal)
Grau de Romantismo: Alto
Acesso: Fácil (dentro do The Royal Palm Plaza, no trevo de Campinas)www.lapalette.com.br
7. L'Alouette
Por que essa tendência de indicar restaurantes franceses, eu não sei. Só sei que este povo sabe tornar uma ocasião especial, principalmente em se tratando de romantismo. Por isso mesmo o L'Alouette não poderia ficar de fora desta lista, é francês e sua cozinha faz jus à fama (falamos dele aqui). Indico para aqueles casais que levam mais em consideração a boa comida e não tanto o ambiente romântico. Isso porque o salão, apesar da bela decoração provençal, pode ser muito claro (a não ser que haja uma iluminação feita com velas especial para a ocasião). Com tantos anos de tradição em Campinas, é aquela indiação sem medo de errar.
Ranking Mais Olho que Barriga para o L'Alouette
Preço: Médio (Até R$ 200,00 por casal)
Grau de Romantismo: Médio
Acesso: Fácil (menos de 5km do centro de Campinas, no bairro do Cambuí)
8. La Pasta Gialla
Se estivesse escrevendo sobre São Paulo, eu dificilmente indicaria o La Pasta Gialla para uma ocasião como esta, pois existem inúmeras outras opções que viriam antes na minha lista. Mas como em Campinas não temos tantas boas opções assim, o restaurante entra no guia Mais Olho que Barriga para o Dia dos Namorados. Gosto bastante da cozinha do Sérgio Arno e acho que é possível comer bem neste restaurante da rede, além do ambiente agradável e bom serviço (veja nossa crítica aqui). Vale checar se há alguma promoção especial para a data, sei que eles adoram uma promoção e estão sempre fazendo alguma coisa bacana para atrair clientes.
Ranking Mais Olho que Barriga para o La Pasta Gialla
Preço: Médio (Até R$ 200,00 por casal)
Grau de Romantismo: Médio
Acesso: Fácil (menos de 5km do centro de Campinas, no bairro do Cambuí)
La Pasta Gialla – Campinas
Avenida Coronel Silva Teles, 75
Fone: 3252-8035
www.sergioarno.com.br
9. Olivetto Restaurante e Enoteca
Bom, negócio é o seguinte: o Olivetto é um caso de "fui e não gostei" para o blog. Na verdade, fui uma vez e não gostei de algumas coisas, mas acho que uma experiência única não deve ser considerada para a construção de uma crítica, ainda mais quando se trata de uma crítica em um veículo público, como a internet. Portanto, para que eu escreva um post sobre o lugar, prefiro ir mais uma vez, principalmente para verificar se eles irão incorrer nos mesmos aspectos que me desagradaram da última vez. Mas confesso que me senti tentada a sugerir o restaurante para nosso guia pois, verdade seja dita, o lugar é bem bonito e a adega deles é fantástica. O cardápio mira nas receitas tradicionais italianas, com toques da cozinha contemporânea. Com isto dito, acho que pode ser uma boa, principalmente para quem quer associar um belo ambinte a uma das melhores cartas de vinho da cidade. Quero ver comentários de quem for!
Ranking Mais Olho que Barriga para o Olivetto Restaurante e Enoteca
Preço: Alto (Cerca de R$ 200,00 por casal)
Grau de Romantismo: Alto
Acesso: Fácil (menos de 5km do centro de Campinas, no bairro do Cambuí)www.olivettorestaurante.com.br
10. Forneria San Pietro
Se a última coisa que você quer no Dia dos Namorados é ir no Shopping, então pule esta sugestão. Mas se você acha que um restaurnte no Shopping pode ser cômodo, então anote a dica. Este restaurante italiano fica no Shopping Iguatemi, e agora conta com uma bela área externa, toda envidraçada, com vista para o jardim. Como o próprio nome sugere, há no cardápio opções do delicioso sanduíche napolitano, feito no fogão à lenha (assim como os demais pães da casa). Além disso, várias opções de massas frescas e secas, além de risotos. Se você está pensando em pegar um cineminha após o jantar, esta sugestão seria a mais indicada.
Ranking Mais Olho que Barriga para o Forneria San Pietro
Preço: Médio (Até R$ 200,00 por casal)
Grau de Romantismo: Médio
Acesso: Fácil (dentro do Shopping Iguatemi)
www.forneriasanpietro.com.br
É isso aí, pessoal. A lista está aí, com as sugestões que eu considero bacanas para comemorar a data. Mas não se esqueçam, independente do lugar escolhido, não deixem de fazer a reserva o quanto antes, senão o romance pode azedar...
sábado, 29 de maio de 2010
Per Se: o apogeu gastronômico deste blog
Estou há exatos 7 dias pensando em como escrever este post, matutando como poderei transmitir, através de palavras e fotos, a experiência magnífica que tivemos neste restaurante, considerado um dos melhores do mundo por inúmeras publicações. Por diversas vezes, tive receio de que meu texto não estivesse à altura da descrição que esta refeição merece, mas acho que estou pronta para colocar em palavras tudo o que sentimos naquela ocasião tão especial que foi nosso almoço no Per Se.
Pra começo de conversa, uma reserva no Per Se é algo dificílimo, pois a "janela" de dois meses de antecedência que eles abrem para reservas costuma estar sempre lotada, principalmente no almoço, pois além da belíssima vista para o Central Park, há também a opção de um menú mais enxuto, por um preço um pouco menor (US$ 175 por cinco pratos). Apesar de já estar conformada com a possibilidade de não conhecer o Per Se nesta viagem, não perdi a esperança e entrei no site do Open Table insistentemente, até que um milagre aconteceu: uma mesa para 4, disponível para às 13h do sábado, quando estaríamos lá. Era pegar ou largar e, neste caso, pegar significava não somente reservar online, mas também registrar meu cartão de crédito para o caso de um no-show que nos custaria US$ 275. Com a confirmação da reserva, vieram também as instruções de como chegar no local, com coordenadas exatas como qual entrada e elevador deveriam ser utilizados. Além disso, a exigência por um dress code que incluía paletó para os rapazes e proibia jeans ou tênis.
Com nosso "mapa do tesouro" em mãos, rumamos para o Columbus Circle e seguimos as instruções para chegar ao templo gastronômico do Thomas Keller, o único chef americano a ter dois estabelecimentos classificados com 3 estrelas no guia Michelin. Tudo no Per Se é grandioso, desde a entrada, por onde já se pode vislumbrar uma das vistas mais lindas de Manhattan, mas sem nenhuma afetação. A sobriedade da decoração se estende ao comportamento do staff, sempre discretos mas muito corteses, como se atendessem a todos da mesma forma. Nada daquele tom blasé tão comum em alguns restaurantes famosos daqui, nos quais a gente se sente até mal por tamanha distinção feita pelos atendentes entre os habitués e famosos dos demais (que, inclusive, estão pagando o mesmo para estar ali).
O maitre nos explicou sobre as opções de menu e nos deu tempo para decidirmos. Como minha mãe tem várias restrições alimentares, ela optou pelo menu de vegetais, com 9 pratos, além das sobremesas. Como meu irmão, o maridão e eu optamos pelo menu de 5 pratos, o maitre nos disse que teríamos que esperar em algumas ocasiões, já que o menu de vegetais teria mais pratos, mas isto não nos incomodaria de maneira alguma, pois estávamos preparados para uma longa e prazeirosa experiência.
Escolhas feitas, teve início o mais fantástico desfile de iguarias que já vimos. Para começar, um mimo oferecido pelo chef: o cone de salmão, que se tornou marca registrada do Thomas Keller, além do cone do menu de vegetais que não me lembro ao certo do que era - aqui vale uma ressalva: foram tantos pratos e tantas explicações que não vou me lembrar de tudo, mesmo porque não estava disposta a ficar anotando nada, por isso peço desculpas por não descrever tudo no detalhe.
Signature Dish
Após abrir nossos paladares com os cones, recebemos outro mimo (digo mimo porque não fazem parte dos pratos do menú, são extras): bolinhas de queijo fontina em fina camada crocante. Deu vontade de falar "garçom, mais uma porção deste aqui, por favor", mas a intenção é essa mesmo, quando você coloca na boca, vê que é delicioso e anseia por mais, mas logo em seguida já vem outra coisa para surpreender o paladar, de uma maneira nova, com texturas e sabores diferentes, explorando ao máximo nossos sentidos.

Até então, nem lembrávamos que ainda teríamos os pães pela frente, mas até isso tem seu ritual próprio: o primeiro pãozinho (e o melhor de todos) tinha uma camada externa finíssima e crocante, com o interior que lembrava a textura de um pão de queijo, porém muito mais leve e aerado. Para acompanhar, duo de manteigas: uma sem sal, da Califórnia, e outra com sal, de Vermont.
Até pão-com-manteiga no Per Se deixa de ser simplesmente pão-com-manteiga.
Antes que pudéssemos sentir falta de mais um pãozinho, vieram as entradas. A minha e do maridão era a mesma, um Tartare de Atum de um tipo de "raspadinha" de limão, que a cada garfada derretia na boca e dava sabor aos pequenos cubinhos do peixe fresquíssimo. A do meu irmão era uma terrine de algo que não sabemos ao certo, mas a estrela do prato era um tipo de geléia de trufas brancas, cuja potência de sabor era altíssima, aromatizando tudo o que havia no prato, mas sem passar do ponto. A entrada do menú de vegetais era simples, mas para vegetais, simplicidade pode significar algo dificílimo de se fazer: devolver um sabor único e autêntico a um alimento que, normalmente, é coadjuvante de outros, devolvendo a ele o status de protagonista (e é justamente isso que o Thomas Keller faz neste menú de vegetais).
O Tartare de Atum, com cubinhos cortados minuciosamente e raspadinha de limão.
A Terrine e sua geléia de trufas.
Vegetais cozidos "em geléia" com croûtons.
Depois das entradas, mais entradas! Para nós três, mousse de aspargos com pepino glaceado. Para mamãe, prato de vegetais.
Fica difícil lembrar de todos os ingredientes, mas esta é a "mousse" de aspargos" (e nem adianta querer olhar no menu da internet, porque eles mudam diariamente e um determinado prato pode não constar mais).
"Amostra de Vegetais" é o nome deste aqui, que por mais prosaico que pareça, seus sabores e texturas eram surpreendentes.
Não nos cansávamos de comentar nossas impressões sobre os pratos, nem de contemplar a bela vista que tínhamos ali, bem na nossa frente, pelo tempo que nossa permanência ali nos permitiria.
Parecia que todo o caos da cidade estava muito distante de nós que, inevitavelmente, sentíamo-nos acima de tudo, literalmente.
Enquanto mais um prato do menú de vegetais era servido, nossa gentil atendente nos oferecia mais pães, explicando minuciosamente as características de cada um. Isso sem mencionar que a cada prato servido, independente de ser para todos da mesa ou só para um de nós, tanto a louça quanto talheres eram dispostos da mesma forma para cada um e retirados em seguida para que outro prato viesse. Vale ressaltar que o serviço do Per Se merece tanto mérito quanto a comida, pois é de uma primazia que jamais encontrei em nenhum outro lugar.
Tipo de wrap de vegetais, com recheio cremoso.
Nas opções de principais, nós 3 escolhemos lagosta, mas divergimos no segundo prato: escolhi o pato e os meninos foram de vitela. No menú de vegetais, uma dupla de croquetes de feijão "garbanzo" e um agnoloti feito de cogumelos e ervilha torta com recheio de ricota defumada do Brooklyn.
Ainda bem que escolhemos a lagosta, porque estava sublime, a cada garfada um suspiro de prazer.
Croquetes de feijão, com um toque perfeito de coentro (eu sou da turma que defende o uso do coentro, com parcimônia, claro).
O peito de pato que, além do sabor divino, tinha uma casquinha por fora que parecia um torresmo bem fininho. O foie gras que acompanhava era grelhado, com exterior crocante e interior muito cremoso mas de textura leve, quase aerado.
A vitela, assim que sai do forno, é trazida para apreciação dos comensais, antes de ser fatiada e servida no prato.
Para acompanhar a vitela, diferentes versões de cebolas grelhadas.
A massa de vegetais com recheio de ricota defumada do Brooklyn (origem que eles fizeram questão de ressaltar na explicação do prato).
Após tamanho deleite, só nos restava ansiar por uma sobremesa à altura de tudo o que havia sido nos oferecido até então. Mas nossas expectativas com relação ao término da refeição estavam erradas, pelo menos em termos de quantidade.
Para abrir nosso paladar para os sabores doces, um sorbet de morango com creme gelado de mascarpone, cubinhos de morango e farofinha. No menú de vegetais, um chocolate trufado cremoso, em forma de sorvete, com copinho de zambaione e pão de ló.
Simples e saboroso como um sorbet deve ser.
Apenas o começo do fim, a primeira das sobremesas.
Prontos para sabores mais complexos, nossa sobremesa era descrita apenas como "copinho de manteiga de amendoim", mas era bem mais que isso: além do aspecto estético belíssimo, o amendoim apresentava-se em três diferentes versões e texturas. O sorvete, cremoso e doce no ponto certo; o creme de amendoim dentro do copinho de chocolate, leve e aveludado; e o rolinho de amendoim com chocolate, que lembrava de longe uma paçoquinha, porém muito mais leve e saborosa. A base era um bolinho de chocolate com amendoim.
Pequena obra-de-arte
A segunda sobremesa do menu de vegetais era ainda mais bela que a nossa. Também pudera, com o nome de "Trinity and Hearts", era constituída de geléia de ruibarbo, Bavarois de iogurte e pétalas de rosas cristalizadas, com sorbet de iogurte aromatizado com rosas.
Se alguém aí estiver pensando em pedir a mão da amada no Per Se, sugiro fazê-lo no momento que chegar esta sobremesa... tem coisa mais linda?
Foi nesta hora que percebemos que havíamos errado em nossas previsões, porque o que se seguiu deste ponto em diante foi uma interminável enxurrada de doces, que culminou com um pedido de socorro por parte de nossos fígados. Vejam a sequência:
Chocolates gourmet: o da esquerda era branco e levava curry, o da direita era 70% cacau.
Frozen capuccino com bombons de sorvete, cobertos por finíssima camada de chocolate.
Três andares de doces: no primeiro, trufas; no segundo, macarons; no terceiro, balinhas de doce de leite.
A esta altura, até nossos discretíssimos atendentes estavam rindo, não só da nossa descrença devido à interminável oferta de doces, mas também da nossa gula, que não negávamos um docinho sequer...
O café era só um pretexto para ficar mais um pouquinho ali.
Finalmente, mas não sem nos deixar à vontade para ficarmos ali o quanto quiséssemos, o maitre nos trouxe a conta, com lembrancinhas para que pudéssemos levar um pedacinho daquela experiência única para casa.
Carreguei meu pacotinho como um troféu, pelos mais de 20 quarteirões que separavam Columbus Circle de Murray Hill, com uma sensação de estar caminhando nas nuvens, como se o que acabara de acontecer naquele restaurante tivesse me modificado de alguma forma, para sempre.
Per Se
www.perseny.com
10 Columbus Circle (at 60th Str.)
4th floor
Manhattan, New York
212 823-9335
Pra começo de conversa, uma reserva no Per Se é algo dificílimo, pois a "janela" de dois meses de antecedência que eles abrem para reservas costuma estar sempre lotada, principalmente no almoço, pois além da belíssima vista para o Central Park, há também a opção de um menú mais enxuto, por um preço um pouco menor (US$ 175 por cinco pratos). Apesar de já estar conformada com a possibilidade de não conhecer o Per Se nesta viagem, não perdi a esperança e entrei no site do Open Table insistentemente, até que um milagre aconteceu: uma mesa para 4, disponível para às 13h do sábado, quando estaríamos lá. Era pegar ou largar e, neste caso, pegar significava não somente reservar online, mas também registrar meu cartão de crédito para o caso de um no-show que nos custaria US$ 275. Com a confirmação da reserva, vieram também as instruções de como chegar no local, com coordenadas exatas como qual entrada e elevador deveriam ser utilizados. Além disso, a exigência por um dress code que incluía paletó para os rapazes e proibia jeans ou tênis.
Com nosso "mapa do tesouro" em mãos, rumamos para o Columbus Circle e seguimos as instruções para chegar ao templo gastronômico do Thomas Keller, o único chef americano a ter dois estabelecimentos classificados com 3 estrelas no guia Michelin. Tudo no Per Se é grandioso, desde a entrada, por onde já se pode vislumbrar uma das vistas mais lindas de Manhattan, mas sem nenhuma afetação. A sobriedade da decoração se estende ao comportamento do staff, sempre discretos mas muito corteses, como se atendessem a todos da mesma forma. Nada daquele tom blasé tão comum em alguns restaurantes famosos daqui, nos quais a gente se sente até mal por tamanha distinção feita pelos atendentes entre os habitués e famosos dos demais (que, inclusive, estão pagando o mesmo para estar ali).
O maitre nos explicou sobre as opções de menu e nos deu tempo para decidirmos. Como minha mãe tem várias restrições alimentares, ela optou pelo menu de vegetais, com 9 pratos, além das sobremesas. Como meu irmão, o maridão e eu optamos pelo menu de 5 pratos, o maitre nos disse que teríamos que esperar em algumas ocasiões, já que o menu de vegetais teria mais pratos, mas isto não nos incomodaria de maneira alguma, pois estávamos preparados para uma longa e prazeirosa experiência.
Escolhas feitas, teve início o mais fantástico desfile de iguarias que já vimos. Para começar, um mimo oferecido pelo chef: o cone de salmão, que se tornou marca registrada do Thomas Keller, além do cone do menu de vegetais que não me lembro ao certo do que era - aqui vale uma ressalva: foram tantos pratos e tantas explicações que não vou me lembrar de tudo, mesmo porque não estava disposta a ficar anotando nada, por isso peço desculpas por não descrever tudo no detalhe.
Signature DishApós abrir nossos paladares com os cones, recebemos outro mimo (digo mimo porque não fazem parte dos pratos do menú, são extras): bolinhas de queijo fontina em fina camada crocante. Deu vontade de falar "garçom, mais uma porção deste aqui, por favor", mas a intenção é essa mesmo, quando você coloca na boca, vê que é delicioso e anseia por mais, mas logo em seguida já vem outra coisa para surpreender o paladar, de uma maneira nova, com texturas e sabores diferentes, explorando ao máximo nossos sentidos.

Até então, nem lembrávamos que ainda teríamos os pães pela frente, mas até isso tem seu ritual próprio: o primeiro pãozinho (e o melhor de todos) tinha uma camada externa finíssima e crocante, com o interior que lembrava a textura de um pão de queijo, porém muito mais leve e aerado. Para acompanhar, duo de manteigas: uma sem sal, da Califórnia, e outra com sal, de Vermont.
Até pão-com-manteiga no Per Se deixa de ser simplesmente pão-com-manteiga.Antes que pudéssemos sentir falta de mais um pãozinho, vieram as entradas. A minha e do maridão era a mesma, um Tartare de Atum de um tipo de "raspadinha" de limão, que a cada garfada derretia na boca e dava sabor aos pequenos cubinhos do peixe fresquíssimo. A do meu irmão era uma terrine de algo que não sabemos ao certo, mas a estrela do prato era um tipo de geléia de trufas brancas, cuja potência de sabor era altíssima, aromatizando tudo o que havia no prato, mas sem passar do ponto. A entrada do menú de vegetais era simples, mas para vegetais, simplicidade pode significar algo dificílimo de se fazer: devolver um sabor único e autêntico a um alimento que, normalmente, é coadjuvante de outros, devolvendo a ele o status de protagonista (e é justamente isso que o Thomas Keller faz neste menú de vegetais).
O Tartare de Atum, com cubinhos cortados minuciosamente e raspadinha de limão.
A Terrine e sua geléia de trufas.
Vegetais cozidos "em geléia" com croûtons.Depois das entradas, mais entradas! Para nós três, mousse de aspargos com pepino glaceado. Para mamãe, prato de vegetais.
Fica difícil lembrar de todos os ingredientes, mas esta é a "mousse" de aspargos" (e nem adianta querer olhar no menu da internet, porque eles mudam diariamente e um determinado prato pode não constar mais).
"Amostra de Vegetais" é o nome deste aqui, que por mais prosaico que pareça, seus sabores e texturas eram surpreendentes.Não nos cansávamos de comentar nossas impressões sobre os pratos, nem de contemplar a bela vista que tínhamos ali, bem na nossa frente, pelo tempo que nossa permanência ali nos permitiria.
Parecia que todo o caos da cidade estava muito distante de nós que, inevitavelmente, sentíamo-nos acima de tudo, literalmente.Enquanto mais um prato do menú de vegetais era servido, nossa gentil atendente nos oferecia mais pães, explicando minuciosamente as características de cada um. Isso sem mencionar que a cada prato servido, independente de ser para todos da mesa ou só para um de nós, tanto a louça quanto talheres eram dispostos da mesma forma para cada um e retirados em seguida para que outro prato viesse. Vale ressaltar que o serviço do Per Se merece tanto mérito quanto a comida, pois é de uma primazia que jamais encontrei em nenhum outro lugar.
Tipo de wrap de vegetais, com recheio cremoso.Nas opções de principais, nós 3 escolhemos lagosta, mas divergimos no segundo prato: escolhi o pato e os meninos foram de vitela. No menú de vegetais, uma dupla de croquetes de feijão "garbanzo" e um agnoloti feito de cogumelos e ervilha torta com recheio de ricota defumada do Brooklyn.
Ainda bem que escolhemos a lagosta, porque estava sublime, a cada garfada um suspiro de prazer.
Croquetes de feijão, com um toque perfeito de coentro (eu sou da turma que defende o uso do coentro, com parcimônia, claro).
O peito de pato que, além do sabor divino, tinha uma casquinha por fora que parecia um torresmo bem fininho. O foie gras que acompanhava era grelhado, com exterior crocante e interior muito cremoso mas de textura leve, quase aerado.
A vitela, assim que sai do forno, é trazida para apreciação dos comensais, antes de ser fatiada e servida no prato.
Para acompanhar a vitela, diferentes versões de cebolas grelhadas.
A massa de vegetais com recheio de ricota defumada do Brooklyn (origem que eles fizeram questão de ressaltar na explicação do prato).Após tamanho deleite, só nos restava ansiar por uma sobremesa à altura de tudo o que havia sido nos oferecido até então. Mas nossas expectativas com relação ao término da refeição estavam erradas, pelo menos em termos de quantidade.
Para abrir nosso paladar para os sabores doces, um sorbet de morango com creme gelado de mascarpone, cubinhos de morango e farofinha. No menú de vegetais, um chocolate trufado cremoso, em forma de sorvete, com copinho de zambaione e pão de ló.
Simples e saboroso como um sorbet deve ser.
Apenas o começo do fim, a primeira das sobremesas.Prontos para sabores mais complexos, nossa sobremesa era descrita apenas como "copinho de manteiga de amendoim", mas era bem mais que isso: além do aspecto estético belíssimo, o amendoim apresentava-se em três diferentes versões e texturas. O sorvete, cremoso e doce no ponto certo; o creme de amendoim dentro do copinho de chocolate, leve e aveludado; e o rolinho de amendoim com chocolate, que lembrava de longe uma paçoquinha, porém muito mais leve e saborosa. A base era um bolinho de chocolate com amendoim.
Pequena obra-de-arteA segunda sobremesa do menu de vegetais era ainda mais bela que a nossa. Também pudera, com o nome de "Trinity and Hearts", era constituída de geléia de ruibarbo, Bavarois de iogurte e pétalas de rosas cristalizadas, com sorbet de iogurte aromatizado com rosas.
Se alguém aí estiver pensando em pedir a mão da amada no Per Se, sugiro fazê-lo no momento que chegar esta sobremesa... tem coisa mais linda?Foi nesta hora que percebemos que havíamos errado em nossas previsões, porque o que se seguiu deste ponto em diante foi uma interminável enxurrada de doces, que culminou com um pedido de socorro por parte de nossos fígados. Vejam a sequência:
Chocolates gourmet: o da esquerda era branco e levava curry, o da direita era 70% cacau.
Frozen capuccino com bombons de sorvete, cobertos por finíssima camada de chocolate.
Três andares de doces: no primeiro, trufas; no segundo, macarons; no terceiro, balinhas de doce de leite.
A esta altura, até nossos discretíssimos atendentes estavam rindo, não só da nossa descrença devido à interminável oferta de doces, mas também da nossa gula, que não negávamos um docinho sequer...
O café era só um pretexto para ficar mais um pouquinho ali.Finalmente, mas não sem nos deixar à vontade para ficarmos ali o quanto quiséssemos, o maitre nos trouxe a conta, com lembrancinhas para que pudéssemos levar um pedacinho daquela experiência única para casa.
Carreguei meu pacotinho como um troféu, pelos mais de 20 quarteirões que separavam Columbus Circle de Murray Hill, com uma sensação de estar caminhando nas nuvens, como se o que acabara de acontecer naquele restaurante tivesse me modificado de alguma forma, para sempre.Per Se
www.perseny.com
10 Columbus Circle (at 60th Str.)
4th floor
Manhattan, New York
212 823-9335
quarta-feira, 26 de maio de 2010
Em Manhattan, vá de Keith McNally - não tem erro!
Quando se fala em NY, é impossível definir uma lista enxuta de bons restaurantes para conhecer na cidade. As boas opções são infinitas e chega a dar uma angústia na hora de definir quais escolher para o determinado número de dias da viagem. Mas uma coisa é certa: assim que marcar sua passagem, defina e reserve. Isso porque os bons restaurantes de Manhattan são competidíssimos, com listas de espera para reservas e dificilmente aceitam "walk ins", ou seja, quem chega sem reserva e quer uma mesa (aceitar eles até aceitam, mas a espera pode ser de horas e podem te colocar para jantar no balcão do bar).
Uma boa dica é o site www.opentable.com , que permite reservar online para a maioria dos restaurantes da cidade, com confirmação por e-mail, tudo muito simples e rápido. Mas para os que não estão disponíveis no site, não tem jeito mesmo, é passar a mão no telefone e gastar uns trocados a mais com ligações internacionais.
Foi este o caso quando optei pelo Minetta Tavern e Morandi, dois restaurantes do fenômeno chamado Keith McNally. Fenômeno porque o cara consegue abrir lugares em Manhattan que, além de se tornarem hot spots imediatos, são sucesso absoluto de críticas e duram por anos, o que é tarefa dificílima em uma cidade como NY. Além do faro para o que "pega", ele foi o responsável por dar fama a vizinhanças quando ninguém falava delas, caso do Meatpacking District e de Tribeca, com casas renomadas como o Pastis, Pravda, Balthazar, Shiller's, das quais todo mundo já ouviu falar.
O Minetta eu já conhecia de outra viagem, mas queria levar o maridão e meu irmão lá também, porque o lugar tem comida excelente e ambiente pra lá de bacana, parece uma balada mesmo. O Morandi eu queria conhecer por ser mais uma casa badalada do McNally, mas com cardápio de uma tratoria rústica italiana, o que me interessa muitíssimo.
Reservas feitas, o primeiro deles foi o Morandi, numa noite de terça-feira que mais parecia sexta, de tanta gente que lotava a entrada do restaurante, que fica no Greenwich Village. O som alto, o bar lotado e a espera pela mesa (mesmo tendo reservas) chegam a incomodar um pouco e você tenta se lembrar se veio para jantar ou para a balada, mas o setimento logo passa quando você se senta e começa a fuçar no menú, que e enxuto mas com opções que tornam a escolha certeira, como esta entrada: alcachofrinhas fritas no azeite e azeitonas verdes recheadas com linguiça, empanadas e fritas.

Se ficou difícil de imaginar como é a azeitona, a foto facilita.
Já que estamos falando de uma tratoria, nada melhor do que pedirmos uma massa. A do maridão tinha um ingrediente que nós não sabíamos o que era e a garçonete não conseguiu nos explicar, então foi na base da surpresa que descobrimos que Urchin era, na verdade, ouriço do mar e que a massa estava divina. Além do ouriço, tinha carne de carangueijo. A minha massa era com vôngoles, que vinham na concha mas eram enormes e carnudos (as fotos não ficaram muito boas, mas dá pra ter uma idéia):
O inevitável "não sei o que é mas tá gostoso" da massa com ouriço do mar (se eu tivesse um I-phone, teria jogado no google na hora).
Vôngoles gigantes
De sobremesa, não poderia ter pedido outra coisa a não ser os cannoli, aqueles canudinhos de massa crocante com recheio de mascarpone com pistache (ou com chocolate) que eu tanto amo e quase nunca encontro por aqui.
Canudinhos de felicidade
A comida do Morandi é boa, sem exageros mas certeira no que se propõe. O ambiente pode ser um pouco desconfortável devido ao ruído causado pela mistura entre música alta e gente tentando falar mais alto ainda. As mesas são pequenas e o espaço entre elas é mínimo, então quem passa pode esbarrar em você, o que também pode ser irritante. Isto posto, recomendo o Morandi para quem quer aliar uma boa experiência gastronômica a um lugar bem frequentado e agitado, ao estilo dos novaiorquinos.
Já o Minetta Tavern, outra casa do restauranter e clássico do Village, pode ser definida como uma mistura de bistrô parisiense com taverna e steakhouse retrô, dando a impressão de que se está em um lugar ao mesmo tempo vibrante e caótico. Como o cara não dá ponto sem nó, a intenção é essa mesmo, de criar um ambiente que passe a sensação de que a lotação e agitação do lugar tornam-o ainda mais exclusivo para quem tem a oportunidade de conhecê-lo. Para se ter idéia do que estou falando, mesmo tendo ligado com quase um mês de antecedência, minha reserva ficou para às 11h da noite, o que é bem tarde para um restaurante em NY (taí uma coisa intrigante, em uma das maiores e mais importantes metrópoles do mundo, os restaurantes fecham cedo).
Chegamos um pouco antes das 11h e após falar com a hostess, ainda tivemos que esperar uns bons 20 minutos pela mesa. O bar estava impraticável, não dava nem para chegar perto do balcão, mas com um pouco de paciência conseguimos pedir nossas bebidas. Outro detalhe importante é que, nos EUA em geral, quando se pede uma bebida no bar do restaurante, mesmo que se esteja esperando por uma mesa, é preciso pagar no bar mesmo, não tem essa de lançar na conta junto com a refeição. E tem mais um detalhe: não se esqueça da gorjeta para o barman (uns 2 dólares por bebida está de bom tamanho).
Após sermos acomodados em meio àquela agitação toda, um olhar mais minucioso denuncia a frequência do lugar: pessoas do meio teatral, excêntricos convictos, casais jovens e de meia-idade, não necessariamente de gêneros opostos, homens de negócios esticando o happy-hour, belas mulheres em trajes arrasadores, enfim, uma fauna bastante diversificada e complexa, que não permite rótulos pré-definidos.
O menú é enxuto, compacto para caber somente os clássicos de uma brasserie, combinados com os pratos "antiquados" de uma taverna em decadência, mas nada que não seja extraordinariamente gostoso e bem feito (vale mencionar que estão por trás da cozinha os dois ex-chefs do Balthazar - outra casa de sucesso initerrupto do McNally - e também sócios do Minetta, Lee Hanson e Riad Nasr). São exemplos disso a Terrine de Ossobuco, o Trio de Tartares - de vitela, de cordeiro e de mignon, o Black Label Burger - que leva a fama de ser o melhor burger do mundo - além de pratos como Pé de porco grelhado.
As porções podem ser generosas em alguns pratos e francesas em outros. O Black Label burger não tem erro, é muito bom mesmo, mas também não custa barato - são 26 dólares por um hamburger - mas vale à pena. Gosto muito das entradas francesas, como a terrine de ossobuco com foie gras e o trio de tartares, então o acabo fazendo é pedir duas entradas ao invés do prato principal. Os grelhados são a especialidade, com destaque para o Côte du Boeuf e para o New York strip - são pratos caros, mas pode-se dividir tranquilamente em dois.
Não vou poder postar fotos deste jantar, pois acabei descobrindo que a câmera estava sem bateria só quando fui tirar a primeira foto. Mas tenho convicção do que digo quando indico o Minetta Tavern para alguém que está com viagem marcada: além da ótima comida, o Minetta é um lugar considerado trendy, com a essência novaiorquina em cada detalhe, que foge de qualquer definição convencional. É preciso conhecer para entender o que é autêntico em uma cidade tão cheia de armadilhas para turistas.
Morandi
www.morandiny.com
211 Waverly Place
New York, NY 10014-2737, United States
(212) 627-7575
Minetta Tavern
www.minettatavernny.com
113 MacDougal Street
New York, NY 10012-1201, United States
(212) 475-3850
Uma boa dica é o site www.opentable.com , que permite reservar online para a maioria dos restaurantes da cidade, com confirmação por e-mail, tudo muito simples e rápido. Mas para os que não estão disponíveis no site, não tem jeito mesmo, é passar a mão no telefone e gastar uns trocados a mais com ligações internacionais.
Foi este o caso quando optei pelo Minetta Tavern e Morandi, dois restaurantes do fenômeno chamado Keith McNally. Fenômeno porque o cara consegue abrir lugares em Manhattan que, além de se tornarem hot spots imediatos, são sucesso absoluto de críticas e duram por anos, o que é tarefa dificílima em uma cidade como NY. Além do faro para o que "pega", ele foi o responsável por dar fama a vizinhanças quando ninguém falava delas, caso do Meatpacking District e de Tribeca, com casas renomadas como o Pastis, Pravda, Balthazar, Shiller's, das quais todo mundo já ouviu falar.
O Minetta eu já conhecia de outra viagem, mas queria levar o maridão e meu irmão lá também, porque o lugar tem comida excelente e ambiente pra lá de bacana, parece uma balada mesmo. O Morandi eu queria conhecer por ser mais uma casa badalada do McNally, mas com cardápio de uma tratoria rústica italiana, o que me interessa muitíssimo.
Reservas feitas, o primeiro deles foi o Morandi, numa noite de terça-feira que mais parecia sexta, de tanta gente que lotava a entrada do restaurante, que fica no Greenwich Village. O som alto, o bar lotado e a espera pela mesa (mesmo tendo reservas) chegam a incomodar um pouco e você tenta se lembrar se veio para jantar ou para a balada, mas o setimento logo passa quando você se senta e começa a fuçar no menú, que e enxuto mas com opções que tornam a escolha certeira, como esta entrada: alcachofrinhas fritas no azeite e azeitonas verdes recheadas com linguiça, empanadas e fritas.

Se ficou difícil de imaginar como é a azeitona, a foto facilita.Já que estamos falando de uma tratoria, nada melhor do que pedirmos uma massa. A do maridão tinha um ingrediente que nós não sabíamos o que era e a garçonete não conseguiu nos explicar, então foi na base da surpresa que descobrimos que Urchin era, na verdade, ouriço do mar e que a massa estava divina. Além do ouriço, tinha carne de carangueijo. A minha massa era com vôngoles, que vinham na concha mas eram enormes e carnudos (as fotos não ficaram muito boas, mas dá pra ter uma idéia):
O inevitável "não sei o que é mas tá gostoso" da massa com ouriço do mar (se eu tivesse um I-phone, teria jogado no google na hora).
Vôngoles gigantesDe sobremesa, não poderia ter pedido outra coisa a não ser os cannoli, aqueles canudinhos de massa crocante com recheio de mascarpone com pistache (ou com chocolate) que eu tanto amo e quase nunca encontro por aqui.
Canudinhos de felicidadeA comida do Morandi é boa, sem exageros mas certeira no que se propõe. O ambiente pode ser um pouco desconfortável devido ao ruído causado pela mistura entre música alta e gente tentando falar mais alto ainda. As mesas são pequenas e o espaço entre elas é mínimo, então quem passa pode esbarrar em você, o que também pode ser irritante. Isto posto, recomendo o Morandi para quem quer aliar uma boa experiência gastronômica a um lugar bem frequentado e agitado, ao estilo dos novaiorquinos.
Já o Minetta Tavern, outra casa do restauranter e clássico do Village, pode ser definida como uma mistura de bistrô parisiense com taverna e steakhouse retrô, dando a impressão de que se está em um lugar ao mesmo tempo vibrante e caótico. Como o cara não dá ponto sem nó, a intenção é essa mesmo, de criar um ambiente que passe a sensação de que a lotação e agitação do lugar tornam-o ainda mais exclusivo para quem tem a oportunidade de conhecê-lo. Para se ter idéia do que estou falando, mesmo tendo ligado com quase um mês de antecedência, minha reserva ficou para às 11h da noite, o que é bem tarde para um restaurante em NY (taí uma coisa intrigante, em uma das maiores e mais importantes metrópoles do mundo, os restaurantes fecham cedo).
Chegamos um pouco antes das 11h e após falar com a hostess, ainda tivemos que esperar uns bons 20 minutos pela mesa. O bar estava impraticável, não dava nem para chegar perto do balcão, mas com um pouco de paciência conseguimos pedir nossas bebidas. Outro detalhe importante é que, nos EUA em geral, quando se pede uma bebida no bar do restaurante, mesmo que se esteja esperando por uma mesa, é preciso pagar no bar mesmo, não tem essa de lançar na conta junto com a refeição. E tem mais um detalhe: não se esqueça da gorjeta para o barman (uns 2 dólares por bebida está de bom tamanho).
Após sermos acomodados em meio àquela agitação toda, um olhar mais minucioso denuncia a frequência do lugar: pessoas do meio teatral, excêntricos convictos, casais jovens e de meia-idade, não necessariamente de gêneros opostos, homens de negócios esticando o happy-hour, belas mulheres em trajes arrasadores, enfim, uma fauna bastante diversificada e complexa, que não permite rótulos pré-definidos.
O menú é enxuto, compacto para caber somente os clássicos de uma brasserie, combinados com os pratos "antiquados" de uma taverna em decadência, mas nada que não seja extraordinariamente gostoso e bem feito (vale mencionar que estão por trás da cozinha os dois ex-chefs do Balthazar - outra casa de sucesso initerrupto do McNally - e também sócios do Minetta, Lee Hanson e Riad Nasr). São exemplos disso a Terrine de Ossobuco, o Trio de Tartares - de vitela, de cordeiro e de mignon, o Black Label Burger - que leva a fama de ser o melhor burger do mundo - além de pratos como Pé de porco grelhado.
As porções podem ser generosas em alguns pratos e francesas em outros. O Black Label burger não tem erro, é muito bom mesmo, mas também não custa barato - são 26 dólares por um hamburger - mas vale à pena. Gosto muito das entradas francesas, como a terrine de ossobuco com foie gras e o trio de tartares, então o acabo fazendo é pedir duas entradas ao invés do prato principal. Os grelhados são a especialidade, com destaque para o Côte du Boeuf e para o New York strip - são pratos caros, mas pode-se dividir tranquilamente em dois.
Não vou poder postar fotos deste jantar, pois acabei descobrindo que a câmera estava sem bateria só quando fui tirar a primeira foto. Mas tenho convicção do que digo quando indico o Minetta Tavern para alguém que está com viagem marcada: além da ótima comida, o Minetta é um lugar considerado trendy, com a essência novaiorquina em cada detalhe, que foge de qualquer definição convencional. É preciso conhecer para entender o que é autêntico em uma cidade tão cheia de armadilhas para turistas.
Morandi
www.morandiny.com
211 Waverly Place
New York, NY 10014-2737, United States
(212) 627-7575
Minetta Tavern
www.minettatavernny.com
113 MacDougal Street
New York, NY 10012-1201, United States
(212) 475-3850
quinta-feira, 20 de maio de 2010
Grand Central Oyster Bar & Restaurant

Que a Grand Central Station é um lugar lindo e um "must see" de NY, todo mundo já sabe. Mas o que nem todo mundo sabe é que lá dentro fica um dos restaurantes mais tradicionais da cidade.
O Oyster Bar da Grand Central é enorme, com imensos salões e balcões que acomodam centenas de pessoas todas as noites. As estrelas do menú são os amigos do mar, claro, com destaque para as ostras fresquíssimas e lagostas em aquários gigantes, esperando (ou não) sua vez de ir para a panela. O cardápio é gigantesco, impresso diariamentee em folhas com formato de periódico, dividido em Aperitivos, Sopas, Buffet frio, Camarões, Carangueijos, Vieiras, Defumados, no Vapor, Crús, e por aí vai.
Os salões enormes, com ares de taverna.
Chega a dar pena dos bichinhos, mas eles ficam tão gostosos no nosso prato...Para começar - e, como não poderia deixar de ser - escolhemos provar as ostras fritas, acompanhadas por molho tártaro. Estavam divinas, sequinhas por fora e macias por dentro, bem carnudas.

De prato principal, o maridão não resistiu à lagosta, mas preferiu não escolher pessoalmente sua vítima no aquário, com uma pitada de sentimentalismo. Já eu quis experimentar o famoso lobster roll, espécie de sanduíche de lagosta, típico daqui.
A lagosta veio linda, quase inteira no prato, o que deixou o maridão entretido por um bom tempo, inclusive com as ferramentas para quebrar a casca das patas - eles providenciam um babador para quem vai lutar com a lagosta, um barato. Detalhe é que ele escolheu a pequena, que já era do tamanho do prato, imaginem se fosse a grande, a luta demoraria mais uma meia-hora.

O meu lobster roll estava bem gostoso, com bastante carne de lagosta, mas as batatas chips que acompanhavam eram de batata doce, o que aqui significa doce mesmo. Não sou muito fã de batata doce, mas fiquei bem satisfeita com meu lobster roll, que era bem farto também.

De sobremesa, um autêntico cheesecake de NY, cujas cremosidade e sabor em muito diferem do cheesecake vendido no Brasil. Talvez seja o queijo, ou o próprio know-how que eles dominam, mas estava infinitamente melhor do que qualquer um que já comi.

Pedimos também um strudel de frutas vermelhas com chantilly e calda. Muito bom também, com uma casquinha que parecia de cabelo de anjo, com fios crocantes que contrastavam com o recheio aveludado das frutas vermelhas.

Enfim, uma refeição memorável, em um lugar lendário, com um serviço impecável. E para se ter tudo isso, não precisamos desembolsar nenuma fortuna. A lagosta é vendida por peso conforme "cotação" do dia (por isso mesmo o menú é impresso diariamente) e estava a 26,95 dólares por libra. O lugar por si só já vale a visita, nem que seja para sentar no balcão e degustar as maravilhosas ostras.
Grand Central - Oyster Bar & Restaurant
42nd Str. - www.oysterbarny.com
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