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quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Dica Mais Barriga por Menos: Verger



A dica Mais Barriga por Menos dessa vez fica por conta do Verger, um simpático restaurante de Barão Geraldo, cuja proposta de almoço é bem interessante em termos de custo x benefício: o menú consiste em três ou quatro opções de carnes, frango, peixe ou massas, cujos valores não ultrapassam os R$ 21,50. Incluído no preço do prato, uma das três opções de salada, como carpaccio, salada verde ou caesar.
Dentre as opções, destaque para a carne-seca desfiada com quibebe de abóbora e purê de feijão, o filé de truta ao molho de maracujá e o spaguetti de frutos do mar por inimagináveis R$ 19,70.

Na frente do restaurante, uma agradável varanda também abriga algumas mesas e é uma boa pedida para esses dias quentes, uma vez que as árvores da rua fazem uma boa sombra no local. Os salões são arejados e bem iluminados com luz natural.

A sombra natural faz da varanda o melhor ambiente do restaurante


Enquanto esperávamos nossas bebidas, acabou a luz no restaurante e quase tivemos que desistir dos nossos sucos, mas por sorte em poucos minutos tudo voltou ao normal e o incidente não chegou a atrapalhar o ritmo da cozinha.

Tanto eu quanto a Pati escolhemos peixe para a refeição, sendo o meu um badejo "suíço", com molho de queijos gratinado ao forno, e o da Pati uma pescada ao molho de maracujá (eles estavam sem truta e sugeriram outro peixe para substituir). As duas optaram pelo carpaccio de entrada, que veio logo que acabamos de brincar com o simples, porém fresco pão francês do couvert (cujo valor não é cobrado à parte).

O carpaccio vem em porção modesta, acompanhado de saladinha, mas em se tratando de uma saladinha cujo valor já está inserido no preço-pechincha do prato, está valendo.



Os pratos vieram sem demora, com o mesmo acompanhamento em ambos (que é o mesmo de praticamente todos os outros): batatas ao vapor, cenouras e arroz branco. O badejo suíço estava saborosíssimo, com molho encorpado e com gosto de queijo, ao invés de um molho branco qualquer com gosto de maizena. O peixe estava fresquinho, a única ressalva é que poderia ter vindo um pouquinho maior, ou um outro filezinho para completar uma porção mais generosa.

O meu badejo suíço...

O peixe da Pati também estava saboroso e com boa textura, aparentando frescor. O molho de maracujá era equilibrado na acidez e conferia ótimo sabor ao prato. A quantidade, porém, também poderia ser mais caprichada.

... e a pescada da Pati, que deveria ser truta.

A sobremesa não está incluída no valor do prato e as opções se limitam a sorvete e fruta, por isso fomos direto ao café, um espresso honestíssimo.

Não conheço o Verger no jantar, mas já ouvi dizer que é uma boa opção na cidade universitária, com pratos típicos da cozinha francesa, além de boas opções de carnes como cordeiro e ossobuco. Os preços também são diferentes à noite, variando entre 30 e 60 reais o prato.

Comida bem feita, com ingredientes de qualidade e preço razoável fazem do Verger uma boa opção de almoço, além de uma esperta dica Mais Barriga por Menos.

Verger Restaurante
Av. Romeu Tórtima, 226 - Barão Geraldo
fone: 3289-0367

terça-feira, 15 de junho de 2010

Artesanalli - (muitas) Massas e (muitos) Molhos

Depois de algumas visitas ao Artesanalli nos últimos anos, ainda não havia voltado lá - e nem conhecido a nova casa no bairro do Cambuí - após ter iniciado o blog. Com isto, sentia a necessidade de visitá-los mais uma vez, para poder fazer uma resenha atualizada sobre este "simpático" restaurante de Campinas - este foi o primeiro adjetivo que me veio à cabeça para falar do Artesanalli, pois sinto que os responsáveis pela casa têm aquele "brilho no olhar" quando falam com seus clientes, como se sentissem muito orgulho pela conquista de ver seu estabelecimento lotado.

O fato do dono ser ex-Fellini poderia ser omitido aqui, mas não podemos negar uma certa influência trazida da outra cantina, como alguns pratos idênticos no cardápio - o que não pode ser chamado de "plágio" para os pratos tradicionais italianos, que não foram criados pelo Fellini e fazem parte de 99% dos cardápios de qualquer cantinona italiana, que assim queira ser reconhecida. Mas certas combinações certamente são fruto da criatividade de alguns chefs e devem ser associadas a um estabelecimento específico, o que, neste caso, poderia soar como uma "cópia". No cardápio do Artesanalli, reconheci o "Badejo Alle Zucchine" (que no outro é feito com pescada) e não pude evitar a associação do molho "Mastroiani" (sic) da casa com o diretor de cinema italiano que empresta seu nome ao outro restaurante, mas isso já seria influência da sétima arte (isso sem citar o couvert, que para ser idêntico, só faltaram as azeitonas chilenas que eu tanto adoro).

Quase igual, mas sem as azeitonas...

E os pães fresquinhos, feitos na casa.

O cardápio é extenso, com diversas opções de massas frescas, recheadas ou não, feitas na própria casa, com ainda mais opções de molhos. É aquele esquema de montar o prato, escolhendo a massa e o molho de preferência, para uma ou duas pessoas. Além das massas, receitas com carnes, frango, peixes e frutos do mar, além de risotos e antipastos. Particularmente, cardápios muito extensos e com muitas opções me incomodam um pouco, talvez porque eu seja "mais olho que barriga" e fique querendo experimentar de tudo.

Minha escolha foi o badejo grelhado com creme de abobrinha e risotto idem (nada como um prato tão semelhante para comparar os dois restaurantes) e o maridão foi de "Cappelleti Alla Mastroiani", cujo molho era uma mistura entre quatro queijos e tomates frescos, manjericão e cubos de bacon. O que merece menção é a relação custo x benefício do Artesanalli: os pratos individuais são bastante fartos e os preços são mais baixos que os praticados em outros lugares semelhantes. Para servir de exemplo, meu peixe veio em um prato oval, com dois filés carnudos cobertos por farto creme de abobrinha, com metade do prato ocupada pelo risotto, ou seja, um prato individual que daria para duas pessoas com pouco apetite dividirem (não é o meu caso), pelo preço de R$ 34,00. A massa veio gratinada em travessa de barro, com porção que renderia dois pratos satisfatórios, por algo em torno de R$ 30,00.

Com relação aos pratos em si, o meu estava bem saboroso, com peixe macio e brilhante, creme de abobrinha aveludado e risotto bem cremoso, mas... vamos aos poréns: o prato todo estava salgado além da conta, tanto o peixe quanto os acompanhamentos, o que me fez evitar de comer tudo. Além do mais, o risotto passou um pouco do ponto, com grãos de arroz mais molengas, o que prejudicou um pouco o resultado final.

"Badejo Alle Zucchine", que poderia ser dividido entre duas pessoas com apetite normal.

Quanto a massa, ocorreu o contrário: al dente demais, o que em se tratando de um capelletti, pode tornar o prato muito pesado, como "arestas" indesejáveis de massa durinha, principalmente nas dobras. Nada contra o molho e o sabor do prato em si, que era rústico e marcante, porém os ingredientes harmonizavam entre si, mas corrigir o ponto de cozimento seria ideal neste caso (se fosse uma massa mais leve, como um fidellini, por exemplo, este item passaria desapercebido).


Esta é metade da porção, já colocada no prato.

Acho que aqui cabe também sugerir um incremento na carta de vinhos para as opções de tintos meia-garrafa, pois na ocasião eu não estava podendo beber e o maridão teve que pedir uma garrafa inteira por não ter muita escolha nas opções menores.

A decoração "mercearia" que divide os dois salões superiores.

O serviço é cortês, porém oscilou entre onipresente - no começo da refeição - e quase ausente no final. Talvez o fato de estarem completamente lotados naquela sexta-feira à noite tenha influenciado o serviço. Mas para a categoria "Dica Mais Barriga por Menos", estava dentro do esperado.

Em suma, acho que hoje o Artesanalli está no caminho certo para brigar de igual para igual com outras cantinas da cidade. O vínculo que o associa ao passado com o Fellini me parece ter sido saudável para o crescimento do restaurante, como algo que tenha dado boa segurança na construção de sua identidade atual.

Artesanalli Massas e Molhos
www.artesanalli.com.br

sábado, 24 de abril de 2010

Enfim, o Fellini!



Antiga Cantina Fellini, hoje Ristorante e Vinheria Fellini - independente do nome, a verdade é uma só: o Fellini é um dos restaurantes mais bem sucedidos de Campinas na difícil tarefa de fidelizar seus clientes. Além disso, conseguiu também atingir um patamar de regularidade que confere à casa um status de "referência permanente" quando o assunto é gastronomia: não tem quem não pense no Fellini ao indicar um restaurante na cidade. Daí as infindáveis filas aos finais de semana.

A inspiração para o nome vem do cineasta italiano Federico Fellini, cuja obra serve tanto de elemento decorativo do restaurante, como para nomear os pratos. Com ares de cantina, toalhas verdes e vermelhas, cadeiras de madeira e palha e inúmeros objetos antigos espalhados por todos os cantos, por lá já passaram muitos famosos que deixaram suas marcas estampadas nas paredes. No cardápio, pratos tradicionais da cozinha italiana que prezam pela simplicidade e fartura, como massas frescas feitas na própria cucina, servidas fumegantes em cumbucas de barro. Risotos, carnes e peixes também têm sua vez no menu, além dos deliciosos antepastos. Após passar por uma reforma em 2008, o restaurante agora conta com adega climatizada com capacidade para mais de 900 rótulos.

Ares de "cantinona"

Apesar de ser um restaurante que todos conhecem e indicam (daí a demora do blog para avaliar a casa), a dica do dia é para o almoço executivo, que conta com boa variedade de pratos individuais a preços interessantes e, o melhor, sem filas! Com este apelo, eu e o companheiro já conhecido deste blog - Xana - saímos da firrrma em busca de alento para nossos estômagos famintos.

O menu do almoço traz opções de massas como lasagna, gnocchi, fetuccini e ravioloni, além de risotos, peixes, carnes e frango. Pode-se optar por couvert ou salada, já incluídos no valor do prato, algo em torno de R$ 30,00. Nessa hora não conseguimos fazer o melhor para o blog e acabamos pedindo o mesmo prato - a lasagna aos três funghis. Quase deu briga porque o Xana tá numas de fingir que faz regime e queria dividir o prato, que já era individual. Obviamente, falei que não iria dividir coisa nenhuma, onde já se viu propor uma coisa dessas pra mim... Pedidos feitos, pelo menos escolhemos opções distintas quanto ao couvert e salada.

O couvert do Fellini é digno de menção, pois os pães são excelentes, além das ótimas sardella e azeitonas chilenas carnudas - com destaque para a quantidade, que não era individual não... A saladinha foi uma das mais bacanas que já vi em menu executivo, com grande variedade de folhas e um tomate tipo concassé, sem pele, sem sementes, em tiras largas e temperado com azeite.

O verdadeiro pão italiano, fresquíssimo.

A salada nada ordinária

Quando chegaram as lasagnas (que vieram muito rápido, diga-se de passagem), meus olhos brilharam: a cumbuca veio fumegante, com aquela fartura de molho branco gratinado fazendo bolhinhas. Após muito assoprar meu primeiro pedaço no garfo - com medo de repetir um episódio no qual minha mãe queimou até o esôfago com uma lasagna do Fellini - comprovei o que já esperava: a massa finíssima permitia que o delicado sabor dos cogumelos se sobressaísse, fazendo o equilíbrio perfeito entre os três elementos - massa, recheio e molho. E a quantidade era bem farta, quase teria dado para dividir... (eu disse quase!)

Na sua opinião, dava pra dividir??

Com os estômagos plenamente satisfeitos e reconfortados, optamos por não nos desgraçarmos por completo com uma sobremesa e pedimos a conta. O total para cada um foi de R$ 36,00 - incluindo bebidas e serviço. Totalmente digno para um belo almoço, em um bom restaurante, com serviço atencioso e manobrista que não é cobrado à parte - uma raridade hoje em dia, mesmo nos melhores restaurantes. Com isso, o Fellini é Mais Barriga, principalmente no almoço de segunda à sexta, quando é também Mais Barriga por Menos!



Ristorante e Vinheria Fellini
www.felliniristorante.com.br

domingo, 7 de fevereiro de 2010

Dica Mais Barriga por Menos da semana: Le Chef

A escolha do Le Chef para figurar na dica Mais Barriga por Menos da semana deve-se à sua incrível relação custo/benefício. O que se sabe é que servir comida de boa qualidade por um preço acessível é possível sim, já vimos em outras dicas por aqui. Mas o Le Chef vai um pouco além, pois em seu cardápio executivo, que também vale para o jantar, constam iguarias como ossobuco, cordeiro, truta e codorna, a preços módicos. Isso sem contar a entrada e sobremesa que são incluídas no valor do prato. Alguns exemplos: Ossobuco com polenta mole - R$ 18,90; Paleta de cordeiro à caçadora - R$ 21,90; Truta ao molho de vinho tinto com arroz primavera - R$ 18,90; Codorna desossada ao molho de frutas vermelhas, com risoto de tomate e salsão - R$ 16,90.

As opções de entrada e sobremesa são apenas duas de cada: saladinha caprese ou escondidinho de cação e arraia com purê de batata doce; banana grelhada com canela e sorvete de creme ou compota de abóbora paulistinha com requeijão, goiabada e calda de coco ralado. Muito provavelmente as opções do menu mudam com alguma frequência.

O Le Chef fica em Barão Geraldo, exatamente onde ficava o antigo Chef Theo. Não quero entrar na questão, mas parece que o Le Chef foi fruto de uma partilha pós-divórcio, quando o próprio chef Theo Medeiros resolveu levar suas panelas para outra freguesia, no Cambuí. Como não conheço a história, fico por aqui...

Pra variar, meu parceiro de saga e colega da firrrma, o Xana, me acompanhou neste almoço. Então vamos ao que realmente interessa:

De entrada, escolhi o escondidinho e o Xana foi de saladinha, pra gente poder comparar as opções.

A porção é pequenininha, mas cheia de sabor. Os peixes vêm desfiadinhos e não têm um gosto forte.

Saladinha simples, porém é a única opção de entrada para quem não curte os amigos do mar.

De prato principal, apesar do desejo quase incontrolável de pedir o ossobuco (sim, eu como o tutano também), acabei optando pela carne de sol, já que teria uma tarde inteira de labuta pela frente e o ossobuco não é um prato leve... O Xana foi de Paleta de cordeiro à caçadora com polenta mole.

Carne de sol desfiada sobre purê de moranga, delícia! A carne desfiada e com tempero forte fazia um contraste interessante com o purê de textura aveludada e sabor levemente adocicado, característico da moranga.

O cordeiro veio em nacos macios, com molho forte e polenta cremosa.

As porções são suficientes para os padrões executivos, nada muito farto mas também não dá aquela sensação de "eu ainda comeria um boi" ao final da refeição.

De sobremesa, cada um escolheu uma das opções:

A banana não tem como ser ruim, seja flambada, grelhada ou cozida. Colocou canela e uma bola de sorvete de creme, tá lindo. A compota de abóbora era até interessante, mas talvez fosse mais gostoso se a compota fosse de goiaba com o requeijão (que, aliás, veio em quantidades míseras).

Alegria na hora da conta: total de R$ 48,00 (incluindo os refris). A digestão fica até mais fácil...

Recomendo o Le Chef não somente para um almoço durante a semana, mas também para um jantarzinho bacana em casal para quem quer fazer bonito sem estragar o bolso.

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Dica Mais Barriga por Menos da semana: Casa da Moqueca

Lá vamos nós para mais uma dica para encher a barriga sem esvaziar o bolso. A Casa da Moqueca, que conta com dois endereços em Campinas, já nasceu com o intuito de oferecer comidade de qualidade, feita com bons ingredientes, sem cobrar um preço elevado por isso. Apesar do foco nos peixes e frutos do mar, no cardápio encontram-se opções diversas de carnes e aves, além dos pratos "infantis". Mas o que faz a fama do "bom e barato" é o almoço executivo, que atrai pessoas de todos os cantos da cidade e não só aquelas que trabalham ou estudam nas proximidades. Pouco após o meio-dia já não é difícil encontrar filas de espera em ambas as casas, tanto na de Barão Geraldo (distrito onde fica a Unicamp) quanto na da Chácara da Barra, relativamente perto do Shopping Iguatemi.

O bacana do almoço executivo é que no menu constam pratos de camarão por menos de R$ 20,00. Aí você deve pensar que são pratos com aqueles micro-camarões, nos quais é preciso procurar muito para encontrá-los perdidos em algum molho, em quantidade miserável. Que nada! Em geral, o pratos trazem camarões médios, em perfeito ponto de cozimento e farta quantidade. Os pratos de peixe também são bem servidos, com opções de peixes nobres como linguado, abadejo e salmão. Além dos amigos do mar, também existem os clássicos como Mignon a Parmegiana, Picanha com Fritas, Strogonof de Mignon, Filet de Frango com Risoto e Lombinho.

Legal ver a preocupação com detalhes, mesmo em um lugar que não cobra caro, o azeite é do bom (e não aquelas latinhas de óleo Maria com um palito de dente fechando o buraco pra sair menos).

Na última vez que estive lá (em companhia do meu também parceiro de saga e colega da firrrma, Alexandre - ou Xana), pedimos entradas que não fazem parte do menu executivo. Fui de casquinha de siri e ele de bolinho de bacalhau. Minha casquinha estava delícia, super cremosa mas com bastante carne de siri. O bolinho de bacalhau, apesar de bom, era muito pequeno para uma entrada que não faz parte do executivo.

Casquinha de Siri e o "bolinhozinho" de bacalhau

Pedimos o mesmo prato (quem tem cabeça de gordinho costuma ter medo de pedir outra coisa e se arrepender depois de ver o prato do outro), o Camarão ao Molho Moranga, que vem com arroz e batatas rústicas de acompanhamento. O molho é um creme de abóbora com catupiry, com consistência firme porém nada enjoativo. Os camarões (médios) estavam tenros, muito macios, nada de textura borrachenta. As batatas rústicas são aquelas fritas mais gordinhas, macias por dentro e crocantes por fora (inclusive, são minhas favoritas). A quantidade é ideal, mas até que fiz um certo esforço para não deixar nada no prato, então considero um prato farto para o menu executivo. A pimentinha que vem à parte é das brabas, mas muito saborosa.

Sem precisar garimpar pelos camarões

As sobremesas são as clássicas, como pudim de leite, creme de papaya, sorvetes e frutas da estação (adoro o termo "da estação", que no Brasil não significa nada). Não me seduzi por nada, mesmo porque os preços são meio altos para coisas simples. Talvez seja uma forma de equilibrar a pechincha dos pratos...

Mas alegria mesmo é quando chega a conta: para quem não acredita, segue a foto:

Continha que não pode ser chamada de "dolorosa"

Nosso prato custou inacreditáveis R$ 18,00, o mesmo que se paga em uma "refeição" composta de lanche, fritas, refri e sobremesa na lanchonete dos arcos dourados! Dezoito reais mal pagam a quantidade de camarões que vêm no prato, in natura! E não pensem vocês que este baixo custo se reflete na qualidade ou no atendimento, porque nunca tive nenhuma experiência negativa por lá, pelo contrário, o pessoal é rápido e cortês.

A chuva não desanimou o público, que formou até fila de espera na porta

Com entrada, prato principal e bebidas, o total não chegou a R$ 30,00 por pessoa. É por isso que a Casa da Moqueca é a Dica Mais Barriga por Menos da semana!

Casa da Moqueca
www.casadamoqueca.com.br

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Dica "Mais Barriga por Menos" da semana: Galeteria Via Dei Galli

Estreamos hoje a sessão Dica "Mais Barriga por Menos", que a cada semana irá falar sobre os restaurantes onde pode-se comer bem por um preço camarada. Por comer bem, entende-se comida boa e farta, geralmente servida em um local mais simples, sem muita preocupação com detalhes como decoração do salão ou modos dos atendentes. Quanto ao preço camarada, refiro-me àquela sensação de que o valor pago vale muito à pena pelo que foi servido. Vejam vocês que a intenção aqui não é postar aquelas promoções tipo "churrasquinho grego + refresco por R$ 1,50", pois neste caso o título da sessão seria "A pechincha roleta-russa da semana".

Explicações dadas, vamos ao que interessa. A Galeteria Via Dei Galli trabalha com um sistema de "rodízio" muito comum no sul do país, no qual é servida uma sequência de pratos para acompanhar o famoso galeto ao primo canto, que é carro-chefe da casa, ao lado da costela de porco. O "desfile da fartura" começa com uma sopa de capelete (ou capeletti in brodo), servida com torradinhas de alho. Na sequência (e depois de uma certa "quentura"), as garçonetes vão colocando intermináveis tigelinhas na mesa: berinjela à parmiggiana, salada de batata, salada de radicchio com bacon, polenta frita, cebola cozida, talharim com três opções de molhos (pesto, bolonhesa e sugo) e, enfim, o galeto e costela que saem direto da churrasqueira. Dos acompanhamentos, merecem destaque a polenta frita (douradíssima, crocante por fora e cremosa por dentro) e a berinjela à parmiggiana. A salada de radicchio seria melhor, na minha opinião, se fosse temperada com alguma antecedência, uma vez que trata-se de uma verdura de sabor amargo. A cebola cozida poderia ser feita na brasa, junto com o galeto e a costela, o que a tornaria muito mais interessante. E não costumo nem encostar no talharim, simplesmente porque não dou conta de tanta comida ao mesmo tempo (e pra quem me conhece, sabe que isso é difícil de acontecer).

Quanto à estrela da casa, o famoso "galeto ao primo canto" leva este nome pois a ave é abatida ainda muito nova, assim que começa a cantar. A receita é segredo de família, mas o que se sabe é que o galeto fica marinando horas em um tempero de ervas e vinho antes de ser assado na brasa. Pode-se optar entre coxa ou peito, mas como eu sempre peço a coxa, a avaliação que tenho é de uma carne macia, muito saborosa e úmida. Apesar de não ser a protagonista do desfile, a costela de porco é algo sublime, bem carnuda e macia. Conta ainda com uma fina camada de farofinha por fora que lhe confere uma crosta crocante, em contraste com o interior tenro.

Agora vamos ao que interessa: toda essa esbórnia gastronômica sai por R$ 22,80 no almoço e por R$ 25,80 no jantar e aos finais de semana (por pessoa). Só fui durante o almoço, mesmo porque acho que teria pesadelos brabos depois de comer tanto em um jantar, mas não recomendo para os dias de calor extremo, só com a sopa já se começa a passar mal... Outro porém é com relação ao atendimento, meio lento e não muito cortês, mas para o quesito "Mais Barriga por Menos" não devemos nos preocupar tanto com isso, certo?

Galeteria Via Dei Galli
(não possui site próprio)

Rua Oliveira Cardoso, 225 - Bairro Castelo
Fone: 3241-4044