O salão é amplo e conta com decoração contemporânea de muito bom gosto, desde a iluminação até as mesas com tampos de madeira, sem toalhas e a cozinha aberta e bem iluminada, uma verdadeira vitrine. O serviço é dos mais atenciosos e discretos, pessoal muito bem treinado e conhecedor da proposta do restaurante.

Como fazia um calor senegalesco naquela noite, optamos pelo geladíssimo e bem tirado chopp Stella Artois para acompanhar nossas comidinhas.

O couvert é boa pedida, com pimentões assados, berinjela, cogumelos e azeitonas, tudo regado com um ótimo azeite e acompanhados de fatias de ciabatta e torradinhas.

Para iniciar os trabalhos, pedimos ceviche de atum, que veio em cubos fresquíssimos do peixe marinados em limão, bem temperados e com cebola roxa. Uma porção é suficiente para dois beliscarem.

Na sequência, pedimos os espetinhos de camarões empanados com molho de manga, uma porção de 7 unidades que marcaram nossa memória gastronômica: camarões gigantes, no ponto perfeito de cocção, crocantes e sequinhos, acompanados de um delicioso molho de manga que acabou no quarto espetinho e tivemos que pedir bis. Espetacular!

Após os camarões, só mesmo outra delícia para não decepcionar o paladar: batatas barcelona, acompanhadas de um chorizo espanhol da melhor qualidade, azeite trufado e ovo caipira com gema mole. Incrível como os ingredientes conversavam entre si, o chorizo era apimentado na medida certa, cuja pungência era suavizada pelas batatas macias, adornadas pelo maravilhoso gosto de "gás" que o azeite trufado confere ao prato. A gema mole do ovo caipira pode ser comparada à cereja do bolo...
Para encerrar, os inusitados croquetes de plátano (banana) com queijo brie e parma. Não decepcionaram, mas a banana rouba muito a cena, deixando pouco espaço para o brie e o parma aparecerem no contexto.

Satisfeitíssimos com as delícias ibéricas, quase não tínhamos espaço para a sobremesa, mas duas opções chamaram nossa atenção a ponto de fazermos o "esforço" de experimentá-las: rabanada recheada com creme de baunilha acompanhada de sorvete e torta de maçã com crumble crocante e sorvete de baunilha.
A rabanada tinha recheio macio e cremoso e camada externa crocante e sequinha. O sorvete que acompanhava era especial, não tenho certeza do sabor mas era algo parecido com amendoim.

A tortinha era úmida e saborosa, com camada super crocante de crumble. O sorvete de baunilha também era um espetáculo, com textura muito leve e cremosa. Os "pontinhos" da fava da baunilha atestavam a qualidade do ingrediente, nada de essência.

Com relação aos preços, considero-os totalmente dentro dos padrões para um restaurante que preza por excelentes ingredientes e tem em seu chef, Jonathan Wehrung, a origem de um ótimo cardápio e perfeita execução na cozinha. Couvert - 8 reais por pessoa; ceviche de atum - 22 reais; camarões empanados - 52 reais a porção com sete unidade; batatas Barcelona - 22 reais; croquetes de plátano - 15 reais a porção com 6 unidades.
Em suma, o Esquinica não é bom, é excelente. Seguramente, na minha opinião, um dos melhores restaurantes da cidade.

Esquinica Cozinha Ibérica
Av. José de Souza Campos, 425 - Hotel Vitória
Telefone: (19) 3755-8000
E pensar que na quinta feira eu fui ao kindai e deixei de conferir o Esquinica. O kindai vai de mal a pior, por sinal.
ResponderExcluirSábado vou conferir a dica!!
Oi mari a materia ficou show hein....parabens...
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