sábado, 27 de março de 2010

Por trás da fama: Idalvo's

Obs: com fotos do celular, ok? Antes isso do que nada...

Foi uma ligação no meio do dia que me trouxe a possibilidade de conhecer um lugar que sempre quis ir, mas nunca dava certo: o Idalvo's.

Desta vez, o colega da firrrma que fez a proposta foi o Carlão, que também é bom de garfo, leitor deste blog e iniciado no Idalvo's. O maridão, que assim como eu também não conhecia o lugar, topou conferir o que faz a fama do restaurante. Até então, o que eu sabia era que o restaurante tinha pescados de excelente qualidade (alguns provenientes até do exterior) e que o preço era tão salgado quanto o bacalhau antes do preparo. Mas como estou em semana "detox" (é que a palavra "regime" não consta no meu dicionário), achei que um peixinho cairia mui bem no almoço, mesmo não sendo uma pechincha.



O lugar é bastante simples, com decoração rústica e TV ligada no Globo Esporte. Para sentar-se, existe a opção de varanda ou salão fechado com ar-condicionado. Obviamente, optamos pelo ar-condicionado, ainda mais que em todas as mesas há um pote gigantesco da pimenta da casa, o que torna a refeição bem mais "calorosa".

Das brabas...

Xeretando no cardápio, vi que os preços são realmente altos, porém a maioria dos pratos é tamanho família, ou seja, podem ser divididos em várias pessoas e o preço varia conforme o tamanho (tem pratos que são feitos para até 20 pessoas, com necessidade de aviso prévio). O cardápio é extenso e por ele desfila toda a turma dos amigos do mar: camarões, lagostas, vieiras, polvo, lulas, vôngole, mariscos, ostras, mexilhões, bacalhau, salmão, abadejo, linguado, etc, etc, etc. No almoço de terça a sexta existe um menu executivo chamado de "almoço vapt vupt", com pratos individuais, de preparo menos demorado e preço um pouco mais camarada. Há até opções de lagosta por R$ 56,00.

Os rapazes resolveram dividir um risoto de frutos do mar que, segundo o Carlão, daria para morrer de comer e ainda levar a quentinha pra casa. Como estou no período "detox" e não queria me entupir de arroz, optei por um linguado do menu vapt-vupt, que ainda contava com saladinha e pão de alho de entrada e sorvete com calda de morango de sobremesa (que foi gentilmente cedido ao maridão) e cujo preço era de R$ 34,00. A saladinha era bem básica, mas o pãozinho estava bem gostoso e todos acabaram comendo. O peixe veio acompanhado de molho de camarões, dois camarões grandes, arroz de tamburil, legumes na manteiga e esparregado de espinafre (não chega a ser um creme, mas é como se fosse espinafre amassadinho). A quantidade era ótima, bem suficiente para um prato executivo. O peixe estava fresquíssimo, com textura perfeita e muito saboroso. Já os camarões grandes não achei maravilhosos, mesmo porque não sou muito chegada em camarões que vêm na casca, não gosto daqueles olhinhos pretos e das patinhas no meu prato.

Ah, estes olhinhos me matam...

Já o risoto de frutos do mar era lindo! Veio em uma panela grande de ferro, com frutos do mar quase inteiros, como camarões, mexilhões na própria concha, tentáculos de polvo, anéis de lula, mariscos. O tempero era o necessário para tornar tudo harmonioso, porém sem ofuscar o brilho dos amigos do mar. E realmente, eles comeram até se fartar e ainda sobrou um pouco para a quentinha. O valor de R$ 139,00 pelo prato pode parecer caro, mas só a quantidade de camarões grandes já faz valer.

Fartura!

O serviço era atencioso, cortês e rápido. Acredito que a fama do Idalvo's seja justa, já que a proposta é a excelência dos pescados. Em termos de valores, a logística e armazenamento deste tipo de alimento acaba refletindo em seu preço final, mas prefiro pagar um pouco mais caro por algo fresco do que comer peixe congelado. Faz toda diferença.

Idalvo's
http://www.idalvos.com.br/

quinta-feira, 18 de março de 2010

Churrascolândia

O conteúdo do post de hoje se assemelha ao da saga em busca da feijuca perfeita, porém o tema é outro: Churrascaria.



Existem diferenças entre os estabelecimentos denominados "Churrascaria", portanto, vamos logo esclarecer alguns pontos:

Churrascaria-Rodízio: o famoso "espeto-corrido", sistema no qual as carnes desfilam aos olhos dos comensais, é o meu favorito. Logo, é o que tem menos oferta em Campinas.

Churrascaria (e somente churrascaria): em Campinas existem diversas casas que servem churrasco, porém no sistema à La Carte. Ou seja, é como pedir um prato qualquer, só que feito na churrasqueira. O mais incrível é que sempre uma dessas casas leva o título de Melhor Carne pela publicação da Veja Campinas.

Costelaria: é uma churrascaria especializada em costela (de boi), mas que serve outros tipos de carne, também à La Carte.

Steakhouse: churrascaria no estilo americano, ou o famigerado Outback, no caso.

Já que o sistema que mais gosto é o rodízio, falemos primeiramente dele. Sempre que tenho vontade de comer em uma boa churrascaria, lembro-me que em Campinas não há um rodízio que me deixe plenamente satisfeita. Não em termos de quantidade, mas em termos de qualidade. Por exemplo, o atendimento em um rodízio tem que ser atencioso ao ponto de se respeitar as preferências dos clientes, no que diz respeito ao ponto da carne e aos tipos de corte. Se eu gosto de carne mal-passada e deixo isso claro cada vez que o garçom me traz aquela picanha carbonizada, ele tem que me trazer a carne no ponto que eu desejo. Isso em uma churrascaria deveria ser padrão, mas infelizmente, não é o que costuma acontecer por aqui.

Nem na Montana Grill, que já foi boa um dia, mas hoje está um tanto quanto decadente. Isso porque é um dos rodízios mais caros da cidade e não oferece um décimo do que uma churrascaria similar em São Paulo oferece. O atendimento é péssimo, jamais respeitam o ponto da carne e, se me perguntam quais os cortes da minha preferência, não sei o que eles fazem com a resposta, porque nunca me trazem o que eu peço. É sempre aquela maldita sequência de todo rodízio meia-boca, que consiste basicamente em frango, lingüiça, coraçãozinho, fraldinha, alcatra, picanha, fraldinha, alcatra, picanha, cupim, pintado na brasa e tender com abacaxi. Quando aparece um cordeiro ou um mignon com alho, é bom pegar uns 4 pedaços de uma vez, porque eles jamais aparecerão de novo, mesmo implorando a qualquer um que se aproxime da sua mesa (eles lançam aquele tradicional "já vou trazer" e depois, fingem que nunca te viram na vida). O buffet de saladas e acompanhamentos até que tem bastante variedade, mas o que deveria ser o mais importante, que são as carnes, deixam muito a desejar. O preço por pessoa é algo em torno de R$ 50,00.

Outro dia fui conferir um rodízio que abriu perto da firrrma, para nossa aparente alegria. Obviamente, chamei meu parceiro Xana (que também se esbalda numa boa Churrascolândia) para conferirmos se teríamos mesmo um oasis gastronômico a poucos minutos do trabalho. Apesar de ficar em um posto de gasolina na estrada (o que já remete à idéia de muquifo), fizeram um lugar todo cheio de pompa, com fachada em aço escovado, vidros grandes e piso de granito. O gerente bonachão fica na porta dando as boas-vindas no melhor estilo interiorano - "Olá meus amigos, tudo bão? Mesinha para dois? É pra já!" - muita simpatia na recepção, mas não passa nas mesas perguntando se está tudo bem. O buffet de saladas e acompanhamentos parece bom à primeira vista, mas se algum rechaud fica vazio, eles demoram uma vida pra repor. Aí você volta para sua mesa, porque o que realmente importa são as carnes, certo? Pois é, vem um tipo a cada 5 minutos, mais ou menos. E o garçom chega murmurando do seu lado, com uma baita má vontade e uma faca na mão, o que me tira um pouco a coragem de reclamar do serviço. Um deles, responsável por servir o "risoto de palmito" (entre aspas porque é óbvio que não era um risoto), me ofereceu estando do outro lado da mesa, e não ao meu lado. Quando eu disse que queria, ao invés de vir do meu lado, ele simplesmente esticou o braço sobre a mesa, com a colher cheia de arroz, para colocar no meu prato com aquela sutileza. Daí que meu refrigerante ficou com arroz boiando e ele fingiu que não viu, assim como o outro garçom que trocou a bebida, porém cobrou pela mesma. Lixo ou não? E o sonho do oásis gastronômico do lado da firrma terminou... Ah, o nome do posto é Garcia, logo, o nome da churrascaria é Garcia Grill.

Outro lugar que tem fama na cidade é o tal do Matuto, um rodízio de tudo, não só de carnes. Foi lá que fui apresentada à iguaria "coração à milanesa", um coraçãozinho de frango empanado e frito que, quando espetado com o garfo, lança um jato de óleo pela artéria. Um colega que estava na mesa pegou a salada com camarão do buffet. De repente, ele levantou-se e foi correndo no banheiro. Perguntamos o que havia acontecido e ele disse que foi cuspir o camarão, pois logo que colocou na boca sentiu um gosto forte de amônia. Medo! Não preciso nem continuar o relato, certo? Mas o pessoal local adora o lugar, portanto talvez este tenha sido um dia infeliz ou eu seja mesmo muito exigente. A questão é que não tô afim de ir tirar a prova, tudo bem pra vocês?

O Coxilha Grill, em Barão Geraldo, foi palco de uma confraternização da firrrma há alguns anos. Não sei se foi por causa da mesa com quase 30 pessoas ou se é padrão do lugar, mas para se conseguir uma bebida, era preciso gritar para o garçom quando ele passava, dar vexame mesmo, senão ele ignorava totalmente os apelos. Lá também fui apresentada a outra iguaria, tão estranha quanto a do Matuto: Quitute de Frango. Era um prensado de carnes de frango com tempero, formando algo semelhante a um cilindro. Picanha era luxo... Sinceramente, não voltei mais para saber se aquela situação foi uma circunstância isolada, mesmo porque quase arrumei briga com um garçom que foi muito mal-educado (eu, que sou tão paciente, imaginem).

Ainda não conheço outros dois rodízios da cidade: Hereford's e Gran Ville. A visita já está programada para que eu possa relatar aqui no blog. Se alguém quiser opinar, à vontade. Mas algo me diz que não serei feliz, dado o meu histórico acima relatado.

Quanto às churrascarias à la carte, falarei em um próximo post sobre o Cenário, Red Angus, Baby Beef, Hirata, Colonial Grill e Carro de Boi.

Montana Grill
www.montanagrill.com.br

Garcia Grill
www.garciagrill.com.br

O Matuto
www.omatuto.com.br

Coxilha Grill
(não possui site próprio)
Rua Projetada, 2701
Santa Genebra, Campinas
(fica no famoso Tapetão)

Obs.: o termo Churrascolândia do título do post refere-se a um episódio do extinto
humorístico Hermes & Renato, no qual o pessoal enaltece todos os clichês envolvidos na experiência gastronômica que é visitar uma autêntica churrascaria. Caso você goste de humor tosco, vale à pena ver o vídeo. Segue caminho do youtube:

www.youtube.com/watch?v=pTn3PfQC7sk

terça-feira, 2 de março de 2010

Joelho "Parade" - Agora com fotos!

Conforme prometido, o post agora conta com as fotos (não que eu as tenha recebido, mas fiz questão de voltar lá para tirar novas fotos e comer um pastelzinho de joelho, porque ninguém é de ferro...)

Pessoal, começo este post com um pedido de desculpas pelo meu quase-sumiço. Acontece que o maridão está out of town e eu não tenho recebido convites nem do pessoal da firrrma para nenhuma investida gastronômica (sim, isso é um puxão de orelha endereçado aos que também andam sumidos). Acertos de contas a parte, aqui cabe mais uma explicação: como esqueci de levar minha câmera no último happy, acabei pedindo uma emprestada, cujas fotos não chegaram até mim, portanto o post vai sem fotos por enquanto e, assim que recebê-las (caso eu as receba um dia), prometo incluir no post.

Fui convidada para um happy-hour no Chopp do Fritz, um lugar simpático que mescla choperia e restaurante e que, durante a semana, oferece sistema de "double chopp" entre às 17h e 20h. Nada mais é do que cobrar a metade do preço por chopp, que não para de chegar à mesa sob o pretexto da promoção. De fabricação própria, o choppe vem de Monte Verde e suas variações são Klar (tipo Pilsen), Natur (Pilsen de cor mais "turva", cuja fermentação é mais demorada), Dunkel (escuro), Köelsch (alta maturação e fermentação longa) e Weissbier (cujo sabor lembra cravo-da-índia e banana). Há opção de pedir na caneca ou no copo grande, com preços distintos também.

E também há a degustação, cada tipo vem em seu copinho de shot. Da esquerda para a direita: Klar, Natur, Dunkel, Koëlsch e Weissbier

Mas para alguém como eu, que sempre prioriza os comes em detrimento dos bebes, o que realmente me encantou no Fritz foram as opções de petiscos com o ingrediente que eu mais adoro na cozinha alemã: joelho de porco. São pastéis, sanduíches, escondidinho, tudo feito com joelho. Destaque para o pastel de joelho, que leva catupiry (o autêntico) no recheio e vem com a massa sequinha. O formato é de uma meia-lua, de tamanho quase pequeno, fazendo com que não sobre um pedacinho sequer sem recheio. Trocadilhos infames a parte, é de comer de joelhos! A carne vem em lascas macias e suculentas, divino!

Irresistível...

O sanduíche, no tradicional formato "boquinha de anjo", traz o joelho desfiado e pode conter diversos tipos de queijos. O que comemos vinha com provolone e vinagrete e a proporção entre os ingredientes estava perfeita. Não preciso nem mencionar a maciez da carne, extraordinária.


O Fritz ganhou pontinhos comigo: apesar dos famigerados sachês, mostarda de respeito.

Fiquei na vontade de provar o escondidinho, se já tenho tara pelo tradicional, que dirá pelo de joelho com catupiry, deve ser sublime. Vou deixar para a próxima visita, que não deve demorar muito para acontecer, e aí aproveito para tirar as fotos de novo, assim posso finalizar este post que ficará pendente, por enquanto. (as fotos estão aí, fico devendo a opinião sobre o escondidinho)

Continuei sem provar o escondidinho, pois a galera pediu o mega joelho aí da foto e não tive como não compartilhar. O joelho, que pode ser à pururuca, vem acompanhado de salsichões, chucrute e batatas. A "porçãozinha" da foto sai por R$ 43,20 e quatro pessoas podem petiscar tranquilamente (se for uma refeição, serve duas pessoas).

Durante o horário do happy o lugar não estava lotado, mas acabou enchendo depois das 20h. Passei algumas horas por lá, sempre com uma caneca de chopp na frente, e minha conta não passou dos R$ 30,00. O chopp em caneca custa cerca de R$ 4,00 (que sai por R$ 2,00 durante o happy devido ao "double-chopp") e o pastel de joelho, R$ 3,00. Há mesas na calçada, na varanda e nos salões de ambos os pisos. Como eu gosto do clima de boteco, minha primeira opção é a calçada.

Agora quero voltar lá especialmente para conferir o almoço-executivo, pelas fotos do cardápio, fiquei bastante "tentada".

Chopp do Fritz
www.choppdofritz.com.br

sábado, 20 de fevereiro de 2010

La Pasta Gialla: templo "acessível" das criações de Sergio Arno



Como fevereiro é o mês do meu aniversário, recebi uma mala direta com uma promoção interessante: almoço ou jantar no La Pasta Gialla, levando um acompanhante ou mais, o prato principal é por conta da casa. Ótimo pretexto para voltar ao restaurante que gosto bastante e com o qual dificilmente me decepciono.

Considerada a experiência mais bem sucedida do restauranter e chef Sergio Arno, o La Pasta Gialla, apesar de ser uma franquia, tem o dedo de seu criador em absolutamente tudo. Pode ser considerado uma versão mais acessível do famoso La Vecchia Cucina, restaurante de alta gastronomia de São Paulo, primeira criação do chef e vencedor de vários prêmios.

Felizmente Campinas conta com uma casa da rede, cujas bruschettas e massas são o carro-chefe. Em versões com coberturas frias ou quentes, as bruschettas são enormes e podem facilmente ser divididas em 2 pessoas. As massas dividem-se entre secas e frescas e podem, inclusive, ser vendidas para o preparo em casa. Isso sem falar dos risottos, sempre precisos no ponto.

Como eu tinha acabado de sair de um happy hour (sobre o qual falarei em breve), acabei dispensando a bruschetta ou qualquer outra entrada, senão o apetite não seria suficiente para o prato principal (e acreditem, isso é raro de acontecer comigo).

Como o maridão só pede vinho tinto e o meu prato tinha camarões, dispensei o vinho também (além do mais, estava com 3 canecas de choppe no saldo, talvez tenha sido melhor mesmo dispensar o vinho). O critério de escolha foi o preço, pois a carta não estava tão atraente. Como ele iria beber sozinho, meia garrafa seria o ideal, porém o único com preço razoável era o chileno Villa Montes, aquele mesmo do Le Troquet, que aqui saiu por R$ 36,00 (ante os R$ 47,00 pagos no francês).

Minha escolha foi uma massa com camarões, fundos de alcachofra e shitake, porém solicitei substituir o spagheti por tagliolini, uma massa que eles têm por lá que é como um talharim bem fininho.

Massa al dente, com fartura de camarões e alcachofras. O tempero era leve, muito gostoso, com um toque de alho na medida. Escolha muito feliz.

O maridão cresceu o olho para a milanesa de mignon e não quis pedir outra coisa. Mas quando o prato chegou, estranhamos um pouco a forma geométrica do filé empanado, o que nos fez relacioná-lo com aqueles steaks bovinos empanados industrializados.

Passado o estranhamento, o maridão provou para saber se estava gostoso, que é o que realmente importa. Mas a crosta do empanado estava grossa demais, tirando inclusive a maciez do filé. Resultado: o risotto de parmesão que acompanhava o filé virou a estrela do prato.

De sobremesa, fiquei indecisa entre o semifreddo de chocolate e o crepe de mascarpone com amêndoas, calda de laranja e sorvete de creme. Ao consultar o garçom, ele foi taxativo: “com certeza eu escolheria o crepe, é muito bom”. Resolvi dar crédito ao rapaz e não é que ele estava certo? O crepe era maravilhoso, com farto recheio de mascarpone, de textura firme, fazendo bela parceria com o cítrico da calda de laranja. O maridão ficou enrolando pra dividir comigo, com o pretexto de que ainda não tinha terminado o vinho, e acabou ficando sem nem uma colherada sequer...

Demorou... dançou...

Na hora da conta, apresentei o e-mail impresso e o desconto veio acima do que imaginávamos: além de não terem cobrado meu prato, cujo valor era R$ 47,30, também não cobraram a sobremesa, que custava R$ 17,00! Ou seja, nosso jantar saiu R$ 100,00. Vale à pena fazer o cadastro no restaurante para poder usufruir deste tipo de promoção. Além do mais, tenho um passaporte fidelidade que, a cada R$ 50,00 gastos em qualquer restaurante da rede, ganho um selinho. 10 selinhos me dão o direito a uma refeição. Bacana, né? Por isso o La Pasta Gialla é Mais Barriga!

La Pasta Gialla – Campinas
Avenida Coronel Silva Teles, 75
Fone: 3252-8035
www.sergioarno.com.br

Obs.: as massas, assim como outros produtos do Sergio Arno, também podem ser encontrados em outros lugares. Em Campinas, costumo comprar na loja "Teen Beef" do Ventura Mall ou na loja "Spicy" do Shopping Iguatemi.

sábado, 13 de fevereiro de 2010

Cantina Alemã: tradição no centro da cidade

Não sei precisar há quantos anos a Cantina Alemã existe, mas sei que o atual dono já está à frente da casa há pelo menos 32 anos. Por incrível que pareça, ele não é alemão, mas comprou o restaurante dos antigos donos, para os quais trabalhava como garçom. Ao todo, devem ser cerca de 50 anos de existência, no mesmo endereço da rua Luzitana (se alguém souber, por favor me corrija nos comentários).

Este lugar é um exemplo de que alguns restaurantes em Campinas, principalmente os mais tradicionais do centro da cidade, realmente resistem anos a fio e continuam firmes e fortes com sua clientela fiel. No caso da Cantina Alemã, muitos de seus clientes habitués são pessoas que trabalham na região e frequentam o lugar não somente para o almoço, mas também para um choppe no final do expediente.

Decoração rústica, porém mantida original desde a data de abertura do restaurante.

Como sou fã da cozinha alemã, sempre que posso dou uma passada por lá, mesmo em uma breve escapada da firrrma. Ontem foi o que fizemos, apesar do calor senegalesco que assolava a cidade.

Logo na chegada, fomos agraciados com um chopinho geladíssimo e bem tirado, além do couvert que conta com salada de batatas e salsichas aperitivo.

Não sei qual o segredo da salada de batatas, posso comer 1kg disso que não fico empanturrada. Choppe campeão!

O cardápio executivo oferece opções de pratos tradicionais da cozinha alemã, como Wienerschnietzel (escalope à milanesa - que é, na verdade, um prato austríaco), Salsichão com salada de batatas, Kassler (costeleta de porco defumada), Marreco com repolho roxo, Truta com amêndoas, entre outros. Como estávamos em 3, seria ideal dividirmos o Schlachplatte, que traz joelho de porco (pode-se escolher entre cozido ou pururuca), kassler, salsichão, batatas cozidas e Sauerkraut (repolho fermentado). Se eu ainda estivesse na minha fase "Conan" de apetite, não daria pra dividir em três não, duas pessoas seria ideal. Mas como eu ultimamente venho fingindo que como menos e o Xana tá num pseudo-regime, resolvemos dividir o prato entre os três (dessa vez levamos mais um colega da firrrma, o Gilson).

Óbvio que escolhemos a opção pururuca para o joelho.

Mas apesar de parecer muita comida, no final das contas fica um prato OK para cada um, vejam o meu, por exemplo:



Todos ficamos satisfeitos e ainda sobrou espaço para dividirmos uma fatia do famoso strudel de maçã da casa.

Confesso que sinto falta de um sorvete de creme ou chantilly para acompanhar o strudel, mas o doce estava muito bom, quentinho e com recheio farto.

No final das contas, a conta: R$ 37,00 por pessoa, sendo que só o Schlachplatte custa R$ 72,00. Tomamos choppe, pedimos uma sobremesa e ainda tem o couvert. Para os padrões do restaurante, com ingredientes de ótima qualidade, não considero caro. E ainda posso afirmar que os pratos alemães são bem fiéis às receitas originais daquele país, portanto, a Cantina Alemã é Mais Barriga!

domingo, 7 de fevereiro de 2010

Dica Mais Barriga por Menos da semana: Le Chef

A escolha do Le Chef para figurar na dica Mais Barriga por Menos da semana deve-se à sua incrível relação custo/benefício. O que se sabe é que servir comida de boa qualidade por um preço acessível é possível sim, já vimos em outras dicas por aqui. Mas o Le Chef vai um pouco além, pois em seu cardápio executivo, que também vale para o jantar, constam iguarias como ossobuco, cordeiro, truta e codorna, a preços módicos. Isso sem contar a entrada e sobremesa que são incluídas no valor do prato. Alguns exemplos: Ossobuco com polenta mole - R$ 18,90; Paleta de cordeiro à caçadora - R$ 21,90; Truta ao molho de vinho tinto com arroz primavera - R$ 18,90; Codorna desossada ao molho de frutas vermelhas, com risoto de tomate e salsão - R$ 16,90.

As opções de entrada e sobremesa são apenas duas de cada: saladinha caprese ou escondidinho de cação e arraia com purê de batata doce; banana grelhada com canela e sorvete de creme ou compota de abóbora paulistinha com requeijão, goiabada e calda de coco ralado. Muito provavelmente as opções do menu mudam com alguma frequência.

O Le Chef fica em Barão Geraldo, exatamente onde ficava o antigo Chef Theo. Não quero entrar na questão, mas parece que o Le Chef foi fruto de uma partilha pós-divórcio, quando o próprio chef Theo Medeiros resolveu levar suas panelas para outra freguesia, no Cambuí. Como não conheço a história, fico por aqui...

Pra variar, meu parceiro de saga e colega da firrrma, o Xana, me acompanhou neste almoço. Então vamos ao que realmente interessa:

De entrada, escolhi o escondidinho e o Xana foi de saladinha, pra gente poder comparar as opções.

A porção é pequenininha, mas cheia de sabor. Os peixes vêm desfiadinhos e não têm um gosto forte.

Saladinha simples, porém é a única opção de entrada para quem não curte os amigos do mar.

De prato principal, apesar do desejo quase incontrolável de pedir o ossobuco (sim, eu como o tutano também), acabei optando pela carne de sol, já que teria uma tarde inteira de labuta pela frente e o ossobuco não é um prato leve... O Xana foi de Paleta de cordeiro à caçadora com polenta mole.

Carne de sol desfiada sobre purê de moranga, delícia! A carne desfiada e com tempero forte fazia um contraste interessante com o purê de textura aveludada e sabor levemente adocicado, característico da moranga.

O cordeiro veio em nacos macios, com molho forte e polenta cremosa.

As porções são suficientes para os padrões executivos, nada muito farto mas também não dá aquela sensação de "eu ainda comeria um boi" ao final da refeição.

De sobremesa, cada um escolheu uma das opções:

A banana não tem como ser ruim, seja flambada, grelhada ou cozida. Colocou canela e uma bola de sorvete de creme, tá lindo. A compota de abóbora era até interessante, mas talvez fosse mais gostoso se a compota fosse de goiaba com o requeijão (que, aliás, veio em quantidades míseras).

Alegria na hora da conta: total de R$ 48,00 (incluindo os refris). A digestão fica até mais fácil...

Recomendo o Le Chef não somente para um almoço durante a semana, mas também para um jantarzinho bacana em casal para quem quer fazer bonito sem estragar o bolso.

sábado, 6 de fevereiro de 2010

Dia de festa: comemoração em grande estilo

Daí que ontem foi meu aniversário e, na hora de escolher onde iríamos comemorar, fui taxativa: vamos lá ver se o Le Troquet é tudo isso mesmo... para quem não sabe, o Le Troquet é um restaurante francês, campeão absoluto do título de "Melhor Francês da Cidade" e também do título de "O melhor da Cidade" pela revista Veja Campinas em diversas edições.



A casa fica no distrito de Sousas, logo na entrada, na marginal direita da avenida principal. A fachada, um muro com uma abertura onde se lê "entrada" e outra onde se lê "saída", que mais se parece com um motel é, na verdade, para preservar a privacidade de seus clientes. De fora não se vê quem chega e nem os carros estacionados. Um grande jardim com mini lagos e quedas d'água circunda toda a parte externa do restaurante e pode ser visto do interior, uma vez que as paredes contam com enormes janelas. Não sou eu que vou dizer aqui que o jardim só veio reforçar a idéia de semelhança com um motel, longe de mim...

O laguinho da entrada

Mas, ao entrar naquele ambiente austero, já se nota que a atmosfera tem algo de diferente: o lugar é escuro, recheado de objetos de decoração saídos de antiquários e peças de arte, recortado por paredes baixas que separam os ambientes e dão maior privacidade às mesas. As cadeiras são de couro marrom, estilo escritório dos anos 70, mas bastante confortáveis.

O jardim externo, visto da nossa mesa

Nossa reserva estava agendada para às 21h, mas chegamos um pouco antes. O lugar estava praticamente deserto, com apenas duas mesas ocupadas, e o garçom de fisionomia sisuda fez questão de nos colocar ao lado de outra mesa já ocupada. Oi? Precisava? Mas o lugar foi aos poucos enchendo, enchendo, até que ficou completamente lotado, com espera na entrada e no bar.

Ah, o bar. O Le Troquet Unique Bar é um capítulo à parte, merece menção pois é um dos bares mais interessantes que já vi, tem até pista de dança! A iluminação, juntamente com as paredes irregulares, passa a sensação de se estar em uma caverna de gelo. Tem clientes que vão ao Le Troquet para ficar pelo bar mesmo, que conta com cardápio próprio. Belíssimo...

Mas vamos aos trabalhos: primeiro, a carta de vinhos e um espumante seria indispensável para brindar ao grande dia (modéstia não é meu forte), mas as francesas estavam beeem caras (nenhuma por menos de R$ 350,00). Optamos por um prosecco Valdobianne (R$ 89,00) que não fez feio, servido geladíssimo, fui com ele até a sobremesa. O maridão quis um tinto para acompanhar seu prato de carne e as opções de meia-garrafa eram boas. A escolha foi o chileno Villa Montes, um cabernet sauvignon que saiu algo em torno de R$ 47,00 (meia-garrafa).

O Menu, elaborado pela dupla de chefs Henri Sauveur Hirigoyen e Gerard Jehanno, traz pratos da cozinha francesa tradicional, incluindo ingredientes clássicos como foie gras, escargot e vieiras. Como gosto de explorar ao máximo o melhor da cozinha de cada restaurante, costumo escolher pratos que tenham a identidade do chef ou que sejam considerados especialidades da casa. De entrada, escolhi um voul-au-vent de vieiras com molho de champagne - uma espécie de cestinha de massa folhada com recheio cremoso. Mamãe foi de alcachofras na manteiga.

Vieiras em grande quantidade, estouravam na boca de tão frescas. Sou apaixonada por vieiras, mas no Brasil não é em todo lugar que se encontra essa delícia. Não saiu barato (R$ 47,00), mas valeu cada garfada.

Tenros fundos de alcachofra, o sabor ficou por conta da manteiga com ervas.

As opções de pratos principais privilegiavam os peixes e as carnes. Eram várias opções de linguado, abadejo, salmão, truta, haddock, camarões e lagostas. Nas carnes, filés de todas as formas: medalhões, chateaubriand, tornedor... mas os acompanhamentos para as carnes são sempre os mesmos: cenouras, batatas e um creme de espinafre. Há também opções de cordeiro, pato e galinha d'angola.

Como eu já estava em companhia dos amigos do mar, escolhi uma massa com camarões, vieiras e lagosta com molho de champagne. O ponto da massa estava al dente, o molho de champagne era extremamente saboroso, mas os frutos do mar vieram em pedaços, o que tira um pouco do prazer de sentir a textura de cada um, que é fator muito importante para este tipo de alimento. Principalmente no caso das vieiras, pois seus pedaços acabaram se confundindo com o restante.



Mamãe foi de chateaubriand com molho bernaise, um corte bem alto de mignon com um molho que tem como base estragão, cebola, vinagre e vinho. A maciez da carne era evidente, e o ponto veio exatamente como o pedido.

Apesar do péssimo foco da foto, dá para notar a altura do filezão?

O maridão, apesar da tendência de SEMPRE pedir cordeiro onde quer que ele vá (já deu pra perceber pelo blog, não?), acabou se rendendo às minhas orientações e foi de Filé com molho de pimenta verde e fungi. Como ele come carne extremamente mal-passada, assim como eu, na hora de pedir o ponto ele usou uma expressão francesa, "bleu", que além de azul quer dizer bem mal-passado. O garçom, aquele mesmo da fisionomia sisuda, fez um ar blasé e virou as costas. Aliás, aqui cabe uma nota sobre o serviço: já vi melhores... para um restaurante deste nível, o serviço tem que ser quase onipresente, sem que seja necessário procurar pelo atendente. E, quanto à simpatia, nota zero. Totalmente impessoal, nem um sorriso, nem uma atitude pró-ativa de sugerir alguma especialidade, nada. Minha referência para comparação é o Fasano, em Sampa, onde fomos maravilhosamente atendidos. O garçom gostou tanto da gente que até nos levou para ver a cozinha, através de uma vidraça que, ao toque de um botão, ficava transparente, permitindo visualizar o interior da cozinha. Bom, mas voltando ao Le Troquet...

Filet Au Poivre Vert: pena que a pimenta verde acabou se perdendo em meio ao sabor do fungi.

Para a sobremesa, não nos restava muito espaço em nossos estômagos satisfeitos. Aliás, nos supreendemos novamente com as porções fartas para um francês. Acho que o conceito que temos na cabeça já era, agora os franceses servem quantias italianas...
Mas para não perder o hábito, o maridão e eu decidimos dividir um Créme Brûlée (alguém aí se lembrou da expressão "insisitir no mesmo erro"?) e, mais uma vez, acertamos em cheio. Estava um verdadeiro espetáculo, extremamente cremoso, com o açúcar na medida certa, contrastando texturas e temperaturas: cremoso x casquinha de açúcar, quente na superfície x gelado no fundo.

SUBLIME...

Na hora da conta, já esperávamos pelo estrago. É um restaurante caro, mas também não poupamos nas nossas escolhas e uma comemoração pede um pouco de "relaxamento". O total foi de R$ 489,00, em três pessoas, com 2 entradas, 3 pratos principais, uma sobremesa, prosecco e meia-garrafa de tinto. Uma sugestão para provar especialidades sem precisar deixar uma fortuna é pedir duas entradas ao invés do prato principal, pois são inúmeras opções e as porções não são pequenas. Mas cuidado, pois há opções de entradas que chegam a custar mais que o um prato principal...

No final da noite, sentimos que a escolha do Le Troquet para nossa comemoração havia sido certeira, pois não há como negar que é um restaurante que se destaca do restante da cidade. Não posso afirmar que trata-se do melhor da cidade, mesmo porque é complicado falar em termos absolutos. Mas é um ícone, de certo, digno de sua fama, que faz valer a visita e o investimento.

Le Troquet Cuisine Française
www.letroquet.com.br

domingo, 31 de janeiro de 2010

E a saga continua... porém com recompensas!

Se você é leitor deste blog, já sabe que a saga do título refere-se à minha incessante busca pela feijoada perfeita em Campinas. Na semana passada, tive a oportunidade de avaliar mais duas feijucas (uma na quarta e outra no sábado, vejam que o blog está contribuindo para o meu processo de "esferificação" - não a esferificação da cozinha moderna do Ferrán Adriá, mas sim a do meu corpo).

Como o post tem muitas fotos, vou ser breve no blá blá blá:

Feijuca 1: Empório do Nono - Barão Geraldo
Quando: às quartas e sábados
Sistema: cumbucas individuais
Preço por pessoa: R$ 19,80 (este preço é o de quarta, não sei se é mantido aos sábados)
Avaliação do blog: Bonitinha mas ordinária - vejam os comentários das fotos

Logo na chegada, a simpática placa de rua já avisava que era dia de feijuca.


As mesinhas da calçada são bem bacanas para o happy do Nono, que é muito bom, inclusive. Mas para o almoço, ainda mais pelo prato a ser degustado, a sombra é indispensável. Pra variar, meu parceiro de saga e colega da firrrma, Alexandre - vulgo Xana - me acompanhou em mais uma investida.

O couvert faz parte do pacote e é simples, mas os pãezinhos são caseiros e a manteiga é Aviação.


Como era dia de almoço executivo, a feijoada também conta com uma saladinha de entrada, que já vem incluída no preço. Simples mas gostosa, com a manga que deixou tudo mais fresquinho. Só tive que levantar para pegar o azeite, pois o garçom não estava muito ligado no que se passava nas mesinhas da varanda.

Eis que chega o prato e, apesar de gracioso, notei que as porções mais pareciam aquelas "mini-comidinhas" que estão na moda, cada uma em sua "mini-cumbuquinha", como o caso da farofa e do molho de pimenta. Tudo muito "mini" para o meu apetite...


A cumbuca até que é bem farta para uma porção individual, o que faz com que os acompanhamentos acabem bem antes do que a feijoada em si. Não sei se a reposição é cobrada, mas pedi um adicional de farofa e o mesmo não veio discriminado na conta (só faltava cobrarem pelo "pires" de farofa extra).

Em suma, o feijão estava bem saboroso, na consistência que eu gosto, e as carnes eram macias. A cumbuca do meu parceiro estava um pouco queimada, o que comprometeu o feijão do fundo. Mas os acompanhamentos deixam a desejar em termos de quantidade, principalmente a farofa e o arroz.


Feijuca 2: Jensen Gastronomia - VINHEDO/SP*
Quando: às quartas e sábados
Sistema: Self-service com tudo separado em diferentes réchauds
Preço por pessoa: R$ 32,00
Avaliação do blog: Espetáculo! - vejam os comentários das fotos

* Apesar do foco do blog ser a cidade de Campinas, permito-me incluir este restaurante no blog devido à ótima feijoada - finalmente! - e à proximidade de Vinhedo (são 15 minutos de Campinas).

O interior do restaurante, com agradável atmosfera proporcionada pela bela decoração rústica e ventilação natural.

A mesa de feijoada traz tudo separado em diferentes réchauds, sendo: arroz, feijão, feijão com paio, linguiça e carne-seca, costelinha, pé e rabinho, farofa, vinagrete, molho de pimenta, couve, torresmo e, sobre a mesa, laranjas fatiadas e diferentes pimentas.




Para o meu gosto, o feijão das carnes estava mais saboroso do que o feijão sozinho, o que me fez optar pelo segundo para montar meu prato. As carnes estavam extremamente macias, inclusive a carne-seca, que desmanchava na boca. A costelinha também estava muito boa, com a carne soltando fácil do osso, merecia mesmo um réchaud só para ela.

Apesar de não ser fã de pé e rabo de porco, essa foto vai especialmente para o Xana, que A-D-O-R-A.

Tem coisa mais linda que torresmos douradinhos e sequinhos? Desmanchavam na boca, uma perdição... comi feito pipoca!


Até a laranja estava gostosa, nada ácida... eu que não ligo muito para a laranja como parte integrante da feijoada, acabei comendo várias.


Este é o meu prato montado (o 1º) - não, pessoal, não tive coragem de montar o prato no "vulcãozinho style", ia matar o pessoal da mesa de vergonha. Mas nota 10 para o tamanho do prato, o maior que já vi em qualquer buffet! (Esse comentário também é típico de quem tem cabeça de gordinho).

Resumindo, a feijoada do Jensen é uma das melhores feijoadas da RMC (Região Metropolitana de Campinas). O sistema de buffet com tudo separadinho me encanta e o preço é camarada: R$ 32,00 por pessoa. Fico feliz de ter encontrado uma feijuca de respeito em Vinhedo, pois assim tenho mais pretextos para passar os finais de semana na casa da mãe - coisa que eu quase não gosto, viu?

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Dica Mais Barriga por Menos da semana: Casa da Moqueca

Lá vamos nós para mais uma dica para encher a barriga sem esvaziar o bolso. A Casa da Moqueca, que conta com dois endereços em Campinas, já nasceu com o intuito de oferecer comidade de qualidade, feita com bons ingredientes, sem cobrar um preço elevado por isso. Apesar do foco nos peixes e frutos do mar, no cardápio encontram-se opções diversas de carnes e aves, além dos pratos "infantis". Mas o que faz a fama do "bom e barato" é o almoço executivo, que atrai pessoas de todos os cantos da cidade e não só aquelas que trabalham ou estudam nas proximidades. Pouco após o meio-dia já não é difícil encontrar filas de espera em ambas as casas, tanto na de Barão Geraldo (distrito onde fica a Unicamp) quanto na da Chácara da Barra, relativamente perto do Shopping Iguatemi.

O bacana do almoço executivo é que no menu constam pratos de camarão por menos de R$ 20,00. Aí você deve pensar que são pratos com aqueles micro-camarões, nos quais é preciso procurar muito para encontrá-los perdidos em algum molho, em quantidade miserável. Que nada! Em geral, o pratos trazem camarões médios, em perfeito ponto de cozimento e farta quantidade. Os pratos de peixe também são bem servidos, com opções de peixes nobres como linguado, abadejo e salmão. Além dos amigos do mar, também existem os clássicos como Mignon a Parmegiana, Picanha com Fritas, Strogonof de Mignon, Filet de Frango com Risoto e Lombinho.

Legal ver a preocupação com detalhes, mesmo em um lugar que não cobra caro, o azeite é do bom (e não aquelas latinhas de óleo Maria com um palito de dente fechando o buraco pra sair menos).

Na última vez que estive lá (em companhia do meu também parceiro de saga e colega da firrrma, Alexandre - ou Xana), pedimos entradas que não fazem parte do menu executivo. Fui de casquinha de siri e ele de bolinho de bacalhau. Minha casquinha estava delícia, super cremosa mas com bastante carne de siri. O bolinho de bacalhau, apesar de bom, era muito pequeno para uma entrada que não faz parte do executivo.

Casquinha de Siri e o "bolinhozinho" de bacalhau

Pedimos o mesmo prato (quem tem cabeça de gordinho costuma ter medo de pedir outra coisa e se arrepender depois de ver o prato do outro), o Camarão ao Molho Moranga, que vem com arroz e batatas rústicas de acompanhamento. O molho é um creme de abóbora com catupiry, com consistência firme porém nada enjoativo. Os camarões (médios) estavam tenros, muito macios, nada de textura borrachenta. As batatas rústicas são aquelas fritas mais gordinhas, macias por dentro e crocantes por fora (inclusive, são minhas favoritas). A quantidade é ideal, mas até que fiz um certo esforço para não deixar nada no prato, então considero um prato farto para o menu executivo. A pimentinha que vem à parte é das brabas, mas muito saborosa.

Sem precisar garimpar pelos camarões

As sobremesas são as clássicas, como pudim de leite, creme de papaya, sorvetes e frutas da estação (adoro o termo "da estação", que no Brasil não significa nada). Não me seduzi por nada, mesmo porque os preços são meio altos para coisas simples. Talvez seja uma forma de equilibrar a pechincha dos pratos...

Mas alegria mesmo é quando chega a conta: para quem não acredita, segue a foto:

Continha que não pode ser chamada de "dolorosa"

Nosso prato custou inacreditáveis R$ 18,00, o mesmo que se paga em uma "refeição" composta de lanche, fritas, refri e sobremesa na lanchonete dos arcos dourados! Dezoito reais mal pagam a quantidade de camarões que vêm no prato, in natura! E não pensem vocês que este baixo custo se reflete na qualidade ou no atendimento, porque nunca tive nenhuma experiência negativa por lá, pelo contrário, o pessoal é rápido e cortês.

A chuva não desanimou o público, que formou até fila de espera na porta

Com entrada, prato principal e bebidas, o total não chegou a R$ 30,00 por pessoa. É por isso que a Casa da Moqueca é a Dica Mais Barriga por Menos da semana!

Casa da Moqueca
www.casadamoqueca.com.br